Uma notícia-crime protocolada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Cabo Frio, na Região dos Lagos, acusa o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Josias Rocha Medeiros — conhecido como Josias da Swell, filiado ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro — de assédio sexual, perseguição e violência psicológica contra uma ex-servidora da pasta. A mulher, que trabalhava no setor financeiro, relata ter sido alvo de humilhações públicas e de retaliações após o surgimento de rumores sobre supostas condutas extraconjugais envolvendo o secretário. As informações são do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
De acordo com o documento, a vítima afirma que a convivência com Josias se tornou insustentável e que a demissão, ocorrida no início de outubro, teria sido motivada por vingança. A ex-funcionária sustenta que a exoneração foi uma retaliação direta às recusas de convites e à resistência em ceder às investidas do chefe.
Relatos de constrangimento e provas apresentadas
Na representação entregue à Polícia Civil, a ex-servidora anexou mensagens e áudios atribuídos ao secretário, nos quais ele teria feito convites de teor sexual a uma funcionária e usado sua posição hierárquica para constrangê-la. O material inclui também publicações em redes sociais e relatos de testemunhas que, segundo a defesa, corroboram as alegações de assédio e perseguição.
A equipe jurídica da denunciante apresentou os prints e os depoimentos à Deam, que agora deve ouvir as partes envolvidas e analisar o conteúdo das mensagens. O caso será investigado nos termos da Lei nº 14.540/2023, que tipifica a violência psicológica e o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.






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