RICARDO BRUNO
Diferentemente do que foi divulgado, a bancada do Rio não se dividiu na votação sobre a manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão. A esmagadora maioria se posicionou pela liberação do parlamentar suspeito de mandar matar Marielle Franco. É falsa a leitura de que 18 parlamentares votaram contra, 18 a favor, três se abstiveram e seis faltaram.
Em votações deste tipo, que requerem maioria absoluta para a aprovação – no caso 257 sufrágios – os votos contra o parecer que recomendava a prisão devem ser somados às abstenções e às faltas.
Como os que assumiriam de público a defesa de Chiquinho Brazão, os ausentes e os que preferiram não se posicionar tiveram o mesmo propósito: livrar o acusado da prisão. Uns foram mais transparentes, os demais preferiram a discrição. Todos tiveram a mesma intenção.
O placar final da bancada do Rio registrou, na verdade, 27 votos pela liberação de Chiquinho Brazão e 18 contrários. O mais é dissimulação da verdade.





