O sargento da Marinha Aurélio Alves, acusado de matar a tiros Durval Teófilo Filho, na noite do último dia 2, após confundir o vizinho com um assaltante, virou réu por homicídio doloso (quando há intenção de matar), após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que alterou a tipificação do crime cometido por Aurélio. O militar foi indiciado inicialmente por homicídio culposo (sem intenção de matar), pela Polícia Civil.
O MP acolheu os apelos da defesa de Durval, encaminhando para apreciação da juíza Juliana Grillo El-Jaick, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. A magistrada aceitou o pedido, alterando a tipificação criminal e Aurélio responderá por homicídio duplamente qualificado, por crime de motivo torpe e sem o direito à chance de defesa da vítima. A pena pode variar de 6 a 20 anos em regime de reclusão.
Durval Teófilo Filho, tinha 38 anos, casado e pai de uma menina de 6 anos, foi assassinado pelo Militar Aurélio Alves Bezerra, seu vizinho, no estacionamento do condomínio onde moravam na Rua Capitão Juvenal Figueiredo, 1520, bairro Colubandê, por volta das 23h do dia 02/02.
Preso em flagrante, após socorrer a vítima, na delegacia, Aurélio alegou ter confundido Durval com um bandido ao relatar que chegava em casa: “quando avistou um homem se aproximando de seu veículo, muito rápido e mexendo na bolsa”. Aurélio afirmou ter atirado três vezes, tendo atingido a barriga de Durval.
Reveja, nas imagens abaixo, gravadas pelas câmeras de segurança do condomínio, o momento em que o militar atira em Durval quando a vítima chegava em casa:






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