Sargento da Marinha baleada em São João de Meriti apresenta melhora significativa

Juliana da Silva Oliveira Pessoas já respira sem aparelhos e permanece internada em hospital naval

A sargento da Marinha Juliana da Silva Oliveira Pessoas, de 37 anos, baleada em São João de Meriti, apresentou melhora significativa em seu estado de saúde. Internada no Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, ela foi extubada nesta segunda-feira (18) e já respira sem ajuda de aparelhos, segundo informações de familiares.

Juliana estava grávida de 24 semanas quando foi atingida na perna e na região pélvica. Infelizmente, o bebê não resistiu e morreu dois dias após a hospitalização, no dia 12 de agosto. A perda do filho marca um capítulo doloroso nesta história, mas a evolução clínica da militar traz algum alívio aos familiares e à corporação.


Circunstâncias do crime

O atentado ocorreu na noite de 10 de agosto, quando Juliana passava de carro por São João de Meriti. Ela estava no banco de trás ao lado de parentes, enquanto o marido dirigia o veículo. Inicialmente, a hipótese levantada foi de tentativa de assalto, mas a investigação conduzida pela 64ª DP (Vilar dos Teles) indicou que o crime não apresenta sinais claros de roubo — os criminosos não anunciaram a abordagem.

O ataque ocorreu por volta das 15h, quando uma moto se aproximou do carro e o garupa efetuou disparos enquanto os passageiros abriam a porta para descer. Após os tiros, os criminosos fugiram sem levar nenhum objeto. Devido à ausência de indícios de assalto, o caso está sendo investigado como homicídio qualificado.


Transferências e atendimento médico

Após os disparos, Juliana foi atendida inicialmente no Hospital da Mulher, em São João de Meriti, e posteriormente transferida para o Hospital Adão Pereira Nunes. No dia 14 de agosto, a sargento foi levada ao Hospital Naval Marcílio Dias, onde permanece sob cuidados médicos especializados.

A Marinha e familiares acompanham de perto a evolução do seu quadro clínico, mantendo esperança na plena recuperação da militar. A corporação ressaltou que a prioridade é garantir todo o suporte necessário durante a recuperação física e emocional de Juliana.

A investigação policial segue em andamento, com diligências para identificar e prender os autores do crime. A tragédia gerou comoção local e reforçou o debate sobre violência urbana na Baixada Fluminense.

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