A cidade de São Paulo vai adotar tarifa zero nos ônibus aos domingos. A medida foi anunciada nesta segunda-feira pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e valerá já a partir deste próximo final de semana, dia 17.
O programa foi apelidado de “Domingão Tarifa Zero” e deve ser uma das marcas de Nunes, que tentará a reeleição no ano que vem. A nova iniciativa deve impactar 2,2 milhões de passageiros na capital, por meio de 4.830 ônibus de 1.175 linhas. Os feriados de Natal, Ano-novo e aniversário da cidade (25 de janeiro) também terão tarifa zero.
O benefício valerá sempre da meia-noite às 23h59. Para que a prefeitura consiga monitorar a quantidade de usuários, e até fazer eventuais ajustes na frota, os passageiros continuarão tendo de encostar o Bilhete Único, mesmo sem a cobrança no validador. O cobrador terá um bilhete de bordo para liberar a passagem daqueles que não possuem o cartão. Para os casos de ônibus em que não há cobrador, o motorista terá um dispositivo que tem condições de liberar a passagem.
Segundo Nunes, o custo da tarifa zero será de R$ 283 milhões ao ano. Ele ressaltou que não haverá aporte de recursos, apenas renúncia de receita. O valor corresponde ao tanto que a prefeitura recebe de tarifa aos domingos, explicou ele. O prefeito acrescentou que não precisará aumentar a frota de ônibus em um primeiro momento, pois ela opera aos domingos com 40% de sua capacidade.
— Não será necessário fazer incremento de recursos ou ampliação do número de linhas. Vamos deixar de receber o valor da tarifa que é pago aos domingos, que soma R$ 280 milhões no ano. Mas quando a gente paga e já tem o subsídio do transporte, em que se tem 60% de ociosidade, tecnicamente estará zerado esse custo, porque a gente vai levar benefícios para a população. Então, tecnicamente, não existe um aumento de recurso — disse o chefe do Executivo Municipal.
Ônibus passarão a ter tarifa zero aos domingos em São Paulo
A partir desse domingo (17), os ônibus municipais de São Paulo não cobrarão tarifa dos passageiros. A medida foi anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) nessa segunda-feira, (11). O programa, chamado de “Domingão Tarifa Zero”, também valerá para os feriados de Natal, Na Novo e aniversário da cidade (25 de janeiro).
O programa deve ser uma das marcas da gestão de Nunes, que pretende concorrer à reeleição no ano que vem. A medida deve beneficiar 2,2 milhões de passageiros por semana, que utilizam 4.830 ônibus de 1.175 linhas na cidade.
Segundo o prefeito, a iniciativa visa incentivar o lazer e a cultura na capital paulista, além de facilitar o acesso ao transporte público. Ele afirmou que a tarifa zero não terá impacto financeiro para o município, pois se trata de uma renúncia de receita. O custo estimado é de R$ 283 milhões ao ano, que corresponde ao valor arrecadado com as passagens aos domingos.
Nunes disse ainda que não será necessário aumentar a frota de ônibus, que opera com 40% da capacidade aos domingos. Ele explicou que os passageiros deverão encostar o Bilhete Único no validador, mesmo sem a cobrança, para que a prefeitura possa monitorar a demanda e fazer eventuais ajustes. Os usuários que não possuem o cartão poderão entrar nos ônibus com um bilhete de bordo fornecido pelo cobrador ou pelo motorista.
A tarifa zero na capital conta com forte oposição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos, de quem Nunes busca apoio para sua campanha à reeleição no ano que vem. Tarcísio já afirmou ser “totalmente contra” a isenção de tarifa. No mês passado, ele disse não conseguir ver viabilidade em colocar tarifa zero em sistema que tem 8,3 milhões de passageiros (reunindo todos os modais de transporte).
— Alguém já apresentou a conta de quanto vai ser o subsídio? Se hoje é este valor, com a catraca livre vai ser mais — disse Tarcísio. — Quanto você vai subtrair de outras políticas públicas para vir com a tarifa zero? Para mim isso é algo que não se sustenta, não faz sentido, e nós não vamos embarcar.
Com informações da Folha de O Globo





