O secretário da Educação do estado de São Paulo, Renato Feder, disse nesta terça-feira (1) que a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não usará os 10 milhões de exemplares de livros didáticos distribuídos pelo MEC para os alunos do ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) no próximo ano, para usar apenas material digital.
Pela primeira vez, as escolas estaduais paulistas não receberão os livros didáticos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), administrado pelo Ministério da Educação (MEC). “O livro tradicional, ele sai”, disse Feder em entrevista ao Estadão.
O presidente da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), Angelo Xavier, criticou a iniciativa do governo Tarcísio e disse que, “para toda a cadeia do livro, autores, gráficas, indústria do papel, corpo editorial é uma perda muito representativa”. “E como o estudante vai estudar em casa, nem todos têm celulares, computadores, internet”.
Renato Feder foi CEO da Multilaser, empresa de tecnologia. Aliado do ex-governador paulista João Doria (sem partido), ele chegou a ser cotado para chefiar o MEC (Ministério da Educação) do governo Jair Bolsonaro, após a saída de Abraham Weintraub. A proximidade com o ex-tucano, no entanto, fez o presidente voltar atrás.
Há algum tempo, a revista Isto É Dinheiro dedicou esta capa a Renato Feder:







Você precisa fazer login para comentar.