RICARDO BRUNO
Estava tudo combinado. O prefeito de Magé, Renato Cozzolino, não seria candidato à reeleição. Iria renunciar ao mandato amanhã, 05/04, para permitir que a irmã, vice-prefeita, Jamile Cozzolino, se candidatasse em seu lugar.
O prefeito estava inelegível até a última quarta-feira, 26/03, quando o ministro Dias Toffoli, do STF reverteu em caráter definitivo a situação, reconhecendo que o então deputado Renato Cozzolino não cometera crime de abuso de poder político por comparecer, na campanha de 2018, a ações sociais do governo do estado na cidade.
“O fez na legítima qualidade de parlamentar responsável pela solicitação de tais programas e serviços junto ao poder executivo”, atestou Toffoli em seu despacho.
Denunciado por adversários, com óbvias finalidades políticas, Renato Cozzolino havia sido condenado pelo TRE a oito anos de inelegibilidade – sentença depois confirmada pelo TSE.
O prefeito convivia com a contradição de ter a administração bem avaliada e não poder ser reconduzido pelos eleitores. Ainda que a candidata fosse a sua irmã, Renato Cozzolino mergulhou em profunda frustração diante da quase impossibilidade de disputar o pleito.
Como a Justiça as vezes tarda mas não falha, na undécima hora, Dias Toffoli restabeleceu a elegibilidade de Renato, que amanhã, ao invés de renunciar, deflagra a pré-campanha.
Filiado ao PL, o ex-deputado Ricardo da Karol contava com a condenação de Renato para tentar chegar à prefeitura. Supunha ter chances se a adversária fosse Jamile. Com o atual prefeito de volta ao jogo, a partida ficou duríssima e suas chances, diminutas.
Esta e outras histórias foram contadas por Renato Cozzolino, em entrevista ao Jogo do Poder, que vai ao ar no próximo domingo, às 22h30m, pela Rede CNT de Televisão.





