Saiba quem é MC Poze do Rodo, preso em ação da PF

Cantor é alvo de investigação sobre lavagem de dinheiro com criptoativos; defesa diz não ter acesso aos autos

Fenômeno do funk e trap, o cantor MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brendon Coelho Couto Silva, foi preso na manhã desta quarta-feira (15) pela Polícia Federal em uma operação que investiga uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores no Brasil e no exterior. Segundo as autoridades, o esquema pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão, inclusive por meio de criptoativos.

Esta é a terceira vez que o artista é preso por suspeitas relacionadas a crimes. Em nota, a defesa afirmou que ainda não teve acesso ao teor do mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, informou.

Nos últimos meses, o nome do cantor voltou ao noticiário policial após relatar ter sido vítima de um assalto em sua casa, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes. Segundo o relato, criminosos levaram dinheiro, celulares, joias e outros bens, causando um prejuízo estimado em R$ 2 milhões.

Milhões de seguidores e cachê alto

Conhecido como “pitbull do funk”, MC Poze ganhou notoriedade no cenário musical do Rio de Janeiro no fim da década de 2010, com sucessos como Diz aí qual é o plano?, Me sinto abençoado e Essência de cria. Com mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais, ele se tornou um dos artistas mais requisitados do gênero, com cachês que chegam a cerca de R$ 200 mil por show.

Antes da carreira artística, o cantor afirmou ter tido envolvimento com o tráfico de drogas na comunidade do Rodo, em Santa Cruz. Em entrevistas, disse que deixou o crime e passou a usar a música como forma de transformação pessoal e influência positiva para jovens.

MC Poze já havia sido preso em 2019 por apologia ao crime e, em 2024, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio que investigava sorteios irregulares nas redes sociais. Em 2025, a Justiça determinou a devolução de bens apreendidos na ocasião.

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