A jornalista brasileira Andressa Collet entrou para a história da Igreja Católica nesta quarta-feira (7), ao ser escolhida para ler a Oração Universal na missa solene que marcou a abertura do conclave no Vaticano. O evento, realizado na Basílica de São Pedro, dá início ao processo de escolha do novo pontífice, sucessor do papa Francisco.
Natural de Erechim, no Rio Grande do Sul, Andressa vive na Itália há mais de dez anos e é colaboradora do Vatican News, veículo oficial de comunicação da Santa Sé. Ao ser convidada para participar da cerimônia, ela se tornou uma das poucas mulheres a desempenhar papel de destaque em uma das liturgias mais importantes da Igreja — uma presença que simboliza o crescente reconhecimento da atuação feminina em espaços tradicionalmente ocupados por homens.
Jornalismo, fé e representatividade
Com uma carreira consolidada no jornalismo religioso, Andressa Collet ganhou visibilidade durante a pandemia da Covid-19, ao relatar para veículos brasileiros a vida em Roma sob quarentena. Mãe e católica praticante, ela tem se dedicado a aproximar o público do cotidiano do Vaticano e da espiritualidade, especialmente por meio das redes sociais, onde compartilha bastidores, reflexões e coberturas de eventos e audiências papais.
“Foi um papa como um pai, que acolheu, que abraçou. Ele abençoou o meu filho Leonardo quando ele tinha um ano de idade. Hoje, ele tem 7. E, depois, o meu filho Lorenzo, que estava na minha barriga. O papa deu essa abertura extraordinária para as mulheres. Eu, como mãe, me sinto muito mais ligada nele, nestes termos, por ter dado esse passo maior”, declarou Andressa ao recordar sua relação com o falecido papa Francisco.
Presença marcante entre os brasileiros
Em 2024, a jornalista participou de um encontro reservado entre o papa Francisco e um grupo de brasileiros no Vaticano. Na ocasião, levou consigo a bandeira do Brasil como símbolo de afeto e representatividade.
A presença de Andressa Collet na missa de abertura do conclave representa não apenas o reconhecimento de sua trajetória pessoal e profissional, mas também o avanço de uma pauta relevante dentro da Igreja: a valorização das vozes femininas na liturgia e na vida eclesial.
Sua leitura na cerimônia foi acompanhada por fiéis do mundo todo e marcou um momento de emoção para os brasileiros que acompanham de perto a movimentação do Vaticano nesta fase de transição histórica.





