Sabatina de Zanin no Senado demora quase oito horas e é a terceira mais longa entre os atuais ministros do STF

A votação de Cristiano Zanin no plenário do Senado, onde recebeu 58 votos favoráveis e 18 contrários, representa a terceira maior adesão computada na Casa aos ministros que compõem atualmente o Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só perde para Luiz Fux, que angariou a preferência de 68…

A votação de Cristiano Zanin no plenário do Senado, onde recebeu 58 votos favoráveis e 18 contrários, representa a terceira maior adesão computada na Casa aos ministros que compõem atualmente o Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só perde para Luiz Fux, que angariou a preferência de 68 parlamentares em 2011, e Roberto Barroso, alvo de 59 votos “sim” em 2013 — ambos foram nomeados no primeiro mandato de Dilma Roussef (PT).

Além disso, Zanin empata com Dias Toffoli, que ganhou o apoio dos mesmos 58 senadores em 2009. Toffoli, no entanto, computou nove parlamentares abertamente contrários à sua nomeação — metade dos 18 de agora.

Zanin também teve menos votos do que Ricardo Lewandowski, cuja cadeira ele vai ocupar após aprovação no Senado. Em 2006, o ministro aposentado recebeu 63 votos favoráveis, e apenas quatro contrários.

Zanin precisava da aprovação de 41 senadores para se tornar ministro do STF. Seu entorno, no entanto, aguardava entre 60 e 62 votos após sua visita a cerca de 70 parlamentares para angariar apoio — número pouco acima do registrado de fato. A romaria também lhe rendeu um placar bem próximo da média entre todos os atuais ministros, que é de 57 votos favoráveis.

A sabatina de Cristano Zanin na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado durou 7 horas e 42 minutos e contou com questionamentos de 33 integrantes do colegiado, entre titular e suplentes. Na CCJ, a aprovação foi por 21 votos contra cinco.

O posto de sabatina mais longa continua com o ministro Edson Fachin, que contou com 12 horas e 39 minutos entre perguntas de senadores e respostas do sabatinado. Ele foi indicado por Dilma Rousseff em 2015, em meio ao agravamento da crise política que culminaria no processo de impeachment da petista.

Entre os atuais dez ministros — incluindo ainda Ricardo Lewandowski, que será sucedido por Zanin —, a média de duração da sabatina é de 7 horas e 5 minutos. Além do cenário político, a relação do nomeado com o respectivo presidente também pode alongar ou encurtar os questionamentos.

Perto do tempo de Fachin, está a duração da sabatina do ministro Alexandre de Moraes, que levou 11 horas e 39 minutos. O atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi indicado por Michel Temer, que ocupou a cadeira de Dilma após o impedimento.

Na outra ponta, os ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski tiveram as arguições mais céleres. Ambos foram indicados pelo presidente Lula em 2006, durante o primeiro mandato do presidente, e foram aprovados em menos de três horas — 2 horas e 44 minutos e 2 horas e 11 minutos, respectivamente.

Com informações de O Globo.

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