O escritor, professor e diplomata Rubens Ricupero foi o grande homenageado da noite desta sexta-feira (25), ao receber o tradicional Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL), em cerimônia no Rio de Janeiro que celebrou também os 128 anos da fundação da instituição. O prêmio, que é a mais alta honraria literária concedida pela ABL, reconhece o conjunto da obra de autores brasileiros e é acompanhado de uma premiação em dinheiro no valor de R$ 100 mil.
Com 48 livros publicados, Ricupero tem uma trajetória intelectual marcada pela produção de obras que conectam história, diplomacia e pensamento político. Entre seus títulos mais conhecidos estão A diplomacia na construção do Brasil (1750–2016), Rio Branco: o Brasil no mundo, O Brasil e o dilema da globalização e o mais recente, Memórias. Em sua fala, o presidente da ABL, Merval Pereira, definiu o evento como uma “festa da cultura brasileira” e destacou: “Distribuímos medalhas para os que ajudaram a academia a defender e promover a cultura e a língua portuguesa”.
Homenagens vão além de ricupero e incluem nomes da educação, literatura e arte
Além da consagração de Ricupero, a cerimônia também homenageou outras figuras de destaque na vida intelectual e cultural do país. O ex-ministro da Educação Cristovam Buarque recebeu a medalha Francisco Alves por sua atuação em prol do ensino. Já o escritor Ubiratan Machado e o empresário Klécio Santos foram agraciados com a medalha Rachel de Queiroz, que reconhece contribuições relevantes à literatura e à cultura.
A medalha Joaquim Nabuco, voltada a personalidades com atuação marcante no campo cultural, foi entregue ao cineasta Silvio Tendler e ao compositor e poeta Hermínio Bello de Carvalho, nomes amplamente reconhecidos por seu legado artístico e engajamento político.
Encerrando a noite de reconhecimentos, o professor José Carlos Santos de Azeredo, coordenador de gramática do Dicionário Caldas Aulete, recebeu a medalha João Ribeiro, dedicada a pesquisadores da língua portuguesa.
Ferreira gullar é lembrado por sua contribuição à literatura brasileira
A noite contou ainda com uma homenagem especial ao poeta Ferreira Gullar (1930–2016), lembrado pela celebração dos 50 anos do poema Poema sujo, uma das obras mais emblemáticas da literatura brasileira do século XX. A ABL também destacou a importância de Dentro da noite veloz, outro marco da trajetória do poeta maranhense, que ocupou a cadeira nº 37 da instituição.
A celebração dos 128 anos da Academia reafirmou seu papel como guardiã da cultura e da língua portuguesa no Brasil, valorizando a produção intelectual e promovendo o diálogo entre gerações de autores e pensadores.






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