Ronald Nogueira
Douglas Ruas (PL) iniciará uma espécie de “segunda fase” da sua campanha a partir da próxima sexta-feira. O candidato da família Bolsonaro já começa a gravar as próximas inserções para o horário eleitoral nesta semana. Neste momento, Ruas deve adotar um tom mais propositivo, sem deixar de associar Paes a nomes como o ex-governador Sérgio Cabral.
A impressão da campanha é a de que a “apresentação” feita por Ruas nas redes sociais surtiu pouco efeito junto ao eleitorado. Daí, a necessidade vista nos programas de contar o seu histórico e se posicionar como candidato avalizado pela família Bolsonaro. Agora, Ruas apresentará a sua plataforma e, quando necessário, vinculará Paes a Cabral.
Quanto ao ex-governador Cláudio Castro, ele seguirá dizendo que a escolha não passou pelo ex-mandatário. Entretanto, a equipe de marketing mantém o posicionamento de “não entrar na dividida” e evitar o confronto direto.
Candidato espera subir nas pesquisas
Esta segunda fase da campanha deve durar duas semanas – período no qual Ruas espera subir dez pontos percentuais nas pesquisas de intenção de votos.
Em um terceiro momento, Ruas deve nacionalizar a disputa e se vincular diretamente a Flávio Bolsonaro.
Na estreia da propaganda eleitoral no Rio, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) adotaram estratégias distintas, embora ambos tenham concentrado o discurso em temas estaduais e evitado, neste primeiro momento, uma nacionalização mais explícita da disputa.
Paes utilizou o maior tempo de televisão para apresentar um diagnóstico de crise nas áreas de segurança, política, instituições e finanças, ao mesmo tempo em que procurou associar Ruas às administrações de Wilson Witzel e Cláudio Castro. O ex-prefeito também tentou se apresentar como alguém com experiência para enfrentar os problemas do estado, tendo a segurança pública como um dos principais eixos de sua campanha.
Ruas, por outro lado, construiu a propaganda em torno da ideia de um “Rio real”, buscando se apresentar como alternativa às estruturas políticas tradicionais e aproximar sua imagem de regiões como a Baixada Fluminense, São Gonçalo, Zona Norte, Zona Oeste e o interior.
A campanha explorou a trajetória do candidato e estabeleceu uma oposição geracional com Paes, colocando de um lado o candidato do PL ao lado de Jair e Flávio Bolsonaro e, de outro, Paes associado a Lula, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. A estratégia também incorporou segurança, transporte e saúde da mulher, enquanto evitou mencionar diretamente a passagem de Ruas pelo governo Castro.


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