A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta quarta-feira (08) a penhora de valores que o senador Romário (PL-RJ) tenha a receber da CazéTV para o pagamento de uma dívida de R$ 32,4 milhões. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no âmbito de uma ação de cumprimento de sentença movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda.
Segundo a decisão, a CazéTV deverá apresentar à Justiça a íntegra dos contratos firmados com o ex-jogador, além de propostas comerciais, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e demais documentos relacionados à sua contratação para a cobertura da Copa do Mundo de 2026.
Justiça quer identificar origem dos pagamentos
Além dos contratos diretamente firmados com Romário, a Justiça determinou que a CazéTV esclareça se a contratação foi realizada por outra empresa integrante da cobertura do Mundial.
A decisão estabelece que, caso o contrato tenha sido firmado por “outra empresa do grupo empresarial do qual faz parte a CazéTV, coligada, parceira comercial, produtora, agência, plataforma, patrocinador ou qualquer outra pessoa jurídica integrante da cadeia econômica da cobertura da Copa de 2026”, a empresa deverá informar qual é a contratante ou responsável pelos pagamentos, com sua completa identificação.
O objetivo é localizar eventuais créditos que possam ser utilizados para quitar parte da dívida.
Dívida supera R$ 32 milhões
O débito cobrado atualmente é de R$ 32,4 milhões e decorre de uma ação envolvendo a Koncretize Projetos e Obras Ltda., que processa Romário e uma empresa ligada ao senador. O processo tramita sob segredo de Justiça e está na fase de cumprimento de sentença.
De acordo com informações do processo, a origem da disputa remonta ao antigo Café Onze Bar, empreendimento do qual Romário era sócio. A Koncretize foi contratada para administrar o estacionamento do estabelecimento utilizando elevadores para veículos.
Após o encerramento das atividades do bar, em 2011, surgiram divergências sobre a retirada dos equipamentos. Posteriormente, Romário assinou um termo de confissão de dívida, em valor próximo de R$ 1,5 milhão, para encerrar a controvérsia. Segundo a empresa credora, porém, o acordo não foi cumprido.
Com a incidência de juros, correção monetária, multas e demais encargos, o débito chegou aos atuais R$ 32,4 milhões.
Bens já foram alvo de penhora
Ao longo da execução judicial, outros bens ligados ao ex-jogador já foram atingidos por medidas de constrição. Entre eles estão um imóvel, uma lancha e um veículo Porsche. Também foram determinadas restrições, por meio do sistema Renajud, sobre um Audi e um Peugeot vinculados a Romário.
Até a publicação da informação, a assessoria do senador não havia se manifestado sobre a decisão judicial.






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