Pré-candidato do PDT ao governo do Rio, o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves minimiza a ausência de um arco de aliança para apoiá-lo, diz não compactuar com ofensas de Ciro Gomes a Lula e mira críticas tanto em Cláudio Castro (‘homem da mala do pastor Everaldo’) quanto em Marcelo Freixo (‘você entregaria um carro a quem nunca dirigiu?’)
Eis algumas declarações de Rodrigo Neves ao Globo:
“Minha candidatura é irreversível. Já tenho o apoio declarado do Cidadania e do Patriota, e setores do PT, PCdoB, PV e PSB também caminharão conosco. Estão querendo reproduzir no Rio uma polarização artificial. Ao contrário do quadro nacional, as pesquisas espontâneas apontam que quase 80% da população ainda não têm candidato a governador. Eu tenho um baixo índice de conhecimento da população. Em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, onde sabem quem eu sou, vou bem nas pesquisas.
“O Freixo é um bom parlamentar, mas nunca se esforçou para adquirir experiência no Executivo. Você entregaria o seu carro para uma pessoa que nunca dirigiu na vida? Ainda mais numa estrada esburacada e perto do precipício. Freixo sempre criticou o Lula por fazer um governo moderado. Não adianta ele vir agora com um banqueiro para dizer que é amigável ao setor privado. Que Freixo é esse que surgiu de seis meses para cá? O povo não é bobo.
“A rejeição dele [Freixo] é alta. Vale lembrar: Freixo saiu do PT em 2004 atacando o Lula. Em 2016, não quis o apoio dele na eleição contra o Crivella para prefeito do Rio. Em 2019, disse que o “Lula livre” não deveria ser prioridade. Aí agora virou Lula desde criancinha.
“Ciro é nosso candidato. Ele é muito preparado e tem dado uma contribuição na agenda pública quando coloca em evidência a questão da desindustrialização e do rentismo. Agora, eu discordo dos ataques pessoais ao ex-presidente Lula. Acho que ele (Ciro) tem que se espelhar um pouco no Brizola de 1989, que foi atacado implacavelmente pelo PT, mas não perdeu o fio da história. Lula foi o melhor presidente desde a redemocratização, e não podemos desconsiderar a necessidade de diálogo com as forças democráticas.”






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