Rio poderá ter Programa de Apoio aos Obesos Mórbidos, com cirurgia bariátrica em unidades municipais de saúde pública  

A obesidade mórbida poderá contar com um programa municipal voltado para pessoas que estejam inscritas para realizar cirurgia de redução de estômago em unidades de saúde da cidade. Esse é o tema central do projeto de lei aprovado em 2ª discussão pela Câmara do Rio durante a sessão ordinária desta quinta-feira (19). Considerada um problema de saúde…

A obesidade mórbida poderá contar com um programa municipal voltado para pessoas que estejam inscritas para realizar cirurgia de redução de estômago em unidades de saúde da cidade. Esse é o tema central do projeto de lei aprovado em 2ª discussão pela Câmara do Rio durante a sessão ordinária desta quinta-feira (19).

Considerada um problema de saúde pública em escala mundial, a proposta prevê a criação de um Programa de Apoio aos Obesos Mórbidos. A matéria agora segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes. 

O Atlas Mundial da Obesidade 2023, divulgado em março deste ano, alerta para o crescimento exponencial do número de pessoas obesas no Brasil.

De acordo com a publicação, para a população adulta, o crescimento previsto é de 2,8% por ano, enquanto para as crianças, será de 4,4%. Isso pode levar 41% da população brasileira à obesidade em 2035. 

Segundo a proposta, o Poder Executivo fica autorizado a disponibilizar local físico para implantação de Centro de Apoio ao Obeso Mórbido; a constituir equipe multidisciplinar para realizar o acompanhamento de tratamento pré-operatório, integrada por profissionais das áreas de endocrinologia, fisioterapia, psicologia, cardiologia, nutrição, assistência social, enfermagem e saúde bucal; e oferecer acesso gratuito aos medicamentos necessários ao tratamento desses pacientes, nas fases pré e pós operatória. 

“Os benefícios apresentados pela cirurgia bariátrica vão além da grande perda de peso e estão relacionados com a melhora das doenças associadas à obesidade. Ocorre que a espera na fase pré-cirúrgica não é tranquila, sendo necessário o paciente se submeter a rigorosos cuidados médicos. Por isso, a proposta visa a sensibilizar o Poder Executivo a instituir, na rede municipal de saúde, um programa de apoio aos pacientes”, explica Dr. João Ricardo (PSC), um dos autores do projeto.

E os impactos da doença não atingem só a saúde da população. De acordo com o Atlas, o impacto do sobrepeso no PIB nacional em 2035 será de 3%, considerado extremamente alto pela publicação. Além disso, a pesquisa indica que o impacto em relação à assistência médica para pessoas com sobrepeso, que era de R$ 64,3 milhões em 2020, pode chegar a R$ 100 milhões em 2035. 

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