Rio cooptou marginais para ocupar órgãos públicos, diz procurador sobre ação contra o IRM

Durante coletiva, procurador-geral da Justiça afirmou que o desvio de recursos ajuda a explicar a crise financeira do estado

Ao comentar a Operação Ouroboros, que investiga o esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM), o procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio Jose Campos Moreira afirmou nesta quinta-feira (9), que estruturas da administração pública foram tomadas por criminosos para desviar recursos do Estado. 

“Esse desvio de verbas públicas talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso Estado passa há décadas. Inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptados por delinquentes, por marginais, cooptando verdadeiramente estruturas estatais para o desvio de verbas públicas”, disse o procurador durante coletiva no MPRJ. 

A operação cumpriu seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Entre os presos estão o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Maurício Silva Knoploch dos Santos; a gestora de contratos Amanda Íthala Santos da Paschoa; a ex-fiscal Caroline Soares Barros; o delegado Franquis Dias Nepomuceno; e o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva.

Integração

A investigação que resultou na Operação Ouroboros teve origem em um trabalho conjunto entre o Governo do Estado e o Ministério Público. Os primeiros indícios de irregularidades foram identificados a partir de uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) nos contratos firmados pelo Instituto Rio Metrópole (IRM).

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