O diretor de Planejamento e Projetos do Instituto Rio Metrópole (IRM), Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), foi preso na manhã desta quinta-feira (9) durante a Operação Ouroboros, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Ele era o único alvo da ação que permanecia foragido.
Maurício é um dos 11 denunciados por suposta participação em um esquema que, segundo o Ministério Público, desviou cerca de R$ 86 milhões por meio de contratos firmados pelo Instituto Rio Metrópole. Os investigados respondem por organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
‘Fundo do poço’
Na decisão que autorizou a operação e recebeu a denúncia, o juiz Marcelo Rubioli fez duras críticas ao cenário descrito pela investigação. “O Estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura”.
O magistrado também afirmou que é necessária a atuação conjunta das instituições públicas para, nas palavras dele, “dedetizar e sanitizar o Estado do Rio de Janeiro”, diante dos indícios de corrupção apontados pelo Ministério Público.
Com a prisão de Maurício Knoploch, todos os seis mandados de prisão expedidos na operação foram cumpridos. Além dele, os outros presos são:
- Amanda Íthala Santos da Paschoa: nora de Maurício Knoploch, ocupava a função de gestora de contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM) após a saída de Caroline Soares Barros.
- Caroline Soares Barros : conhecida como “Mulher da Mala”, foi fiscal do IRM e é apontada como fundadora do Instituto Bio, entidade que atuava como empresa subcontratada pela autarquia.
- Davi Perini Vermelho (Didê : exercia a presidência do Instituto Rio Metrópole (IRM).
- Franquis Dias Nepomuceno: delegado de polícia e diretor do IRM, é apontado pelas investigações como proprietário da empresa de vigilância Rioforte.
- Marcelo Lopes da Silva: procurador do Estado e ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole.






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