Rio confirma mais duas mortes por febre do oropouche e total chega a três em 2025

Secretaria de Saúde reforça vigilância e prevenção após casos isolados em Macaé e Paraty

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou, nesta quarta-feira (21), mais duas mortes por febre do oropouche no estado, elevando para três o número total de óbitos registrados em 2025. O Globo teve acesso aos dados oficiais do órgão.

As vítimas são duas mulheres, residentes em Macaé e Paraty, que desenvolveram os primeiros sintomas da doença em março deste ano e faleceram dias após a internação hospitalar.

De acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), responsável pela análise das amostras, ambas as mortes foram causadas pelo vírus transmitido pelo mosquito-pólvora (Culicoides paraensis), um pequeno inseto tecnicamente classificado como mosca, e conhecido por ser vetor da febre do oropouche. A SES-RJ ressalta que os casos são isolados e que, desde então, não foram registrados novos episódios graves, internações ou óbitos relacionados à doença nesses municípios.

A secretária de Saúde do Rio, Claudia Mello, destacou a importância da manutenção da vigilância epidemiológica e das medidas preventivas por parte da população e dos gestores municipais. “Desde o ano passado, com a introdução do vírus no estado, nossos especialistas têm aperfeiçoado os protocolos de vigilância e aprimorado a assistência aos pacientes”, afirmou. “Reforçamos a importância da vigilância contínua e das medidas preventivas adotadas pela população e pelos gestores municipais”, completou.

A febre do oropouche apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, o que dificulta o diagnóstico inicial. O período de incubação varia entre quatro e oito dias, e o paciente geralmente apresenta febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, além de calafrios. Em alguns casos, náuseas e vômitos persistentes podem durar até uma semana. Embora a maioria dos infectados se recupere sem sequelas, a doença pode evoluir para quadros graves, especialmente em grupos vulneráveis.

Até o momento, o estado do Rio registra 1.581 casos confirmados da doença, com maior concentração nas cidades de Cachoeiras de Macacu (649 notificações), Macaé (502), Angra dos Reis (320), Guapimirim (168) e Paraty (131). Apesar do aumento dos registros, as autoridades sanitárias garantem que a situação está controlada, sem surtos ativos ou aumento na mortalidade.

A febre do oropouche é causada por um arbovírus transmitido pelo mosquito-pólvora, que costuma proliferar em áreas de mata próxima a regiões urbanas, especialmente em ambientes com acúmulo de matéria orgânica em decomposição. A prevenção é feita por meio do combate ao mosquito vetor, utilizando medidas como eliminação de criadouros e proteção individual com repelentes e roupas adequadas.

A Secretaria de Saúde do Rio mantém um monitoramento constante para identificar e controlar eventuais novos casos e orienta a população sobre os cuidados para evitar a propagação da doença. A intensificação das ações ocorre em conjunto com as prefeituras, especialmente nas cidades onde há maior concentração de casos.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading