A cidade do Rio de Janeiro se prepara para decidir o futuro dos patinetes elétricos compartilhados, atualmente em fase de testes nas regiões do Centro e da Zona Sul. A operação, conduzida pela empresa russa Whoosh, completa um ano em junho e integra o programa Sandbox.Rio, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. A informação é do portal g1.
A iniciativa permite que modelos de negócio inovadores sejam testados com o público sob autorização temporária, mesmo sem regulamentação específica. Desde o início da operação, a Whoosh já superou a marca de 1 milhão de viagens e 3,5 milhões de quilômetros percorridos, com mais de 400 mil usuários cadastrados.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, o objetivo do Sandbox.Rio é estimular soluções tecnológicas que aprimorem a mobilidade e a gestão urbana. “O projeto tem gerado insights fundamentais para aprimorar a regulamentação dos patinetes, garantir maior segurança para usuários e pedestres e viabilizar um ordenamento urbano mais adequado. A decisão sobre a ampliação do serviço será tomada a partir da análise dos dados coletados, sempre priorizando a segurança dos usuários e a organização do espaço urbano”, afirmou.
Controle por GPS desliga patinete em caso de uso irregular
O controle da operação é feito por GPS, e os patinetes são automaticamente desligados caso ultrapassem as áreas autorizadas pela prefeitura. Atualmente, a atuação da Whoosh vai da região da Praça Mauá, no Centro, até o final do Leblon. Apesar de o serviço ser mais visível na Zona Sul, o ponto com maior volume de locações é a Praça XV, devido à proximidade com o terminal das barcas.
De acordo com o diretor de operações da empresa, Cadu Souza, os patinetes se consolidaram como uma solução de “última milha” — o trecho final do trajeto entre um ponto de transporte público e o destino do usuário. “Somos uma empresa de mobilidade e não de lazer. Não que o turista ou as pessoas que queiram dar um passeio no domingo não possam alugar o patinete, claro que podem. Mas a vocação da Whoosh é ser uma empresa de transporte”, explicou.
Em sua maioria, usuários são trabalhadores
Souza destacou que o perfil dos usuários é majoritariamente composto por trabalhadores que utilizam o serviço como complemento ao transporte público. “É o pessoal que vem para trabalhar. A pessoa desembarca, pega o patinete e vai para o Centro. É fácil, simples e com um custo-benefício muito bom”, disse.
Com o fim do período experimental se aproximando, a expectativa da empresa é expandir a operação para além das áreas atuais. “Temos um alinhamento com a prefeitura para uma operação que envolve Zona Sul e Centro. Nossa pretensão é, uma vez estabelecida a sequência, ir para a Barra da Tijuca e depois Zona Norte, e outros bairros do entorno”, afirmou Cadu Souza.
A avaliação final da Prefeitura do Rio será determinante para que a operação ganhe caráter definitivo e possa alcançar novas regiões da cidade. O resultado do projeto-piloto deve orientar tanto a futura regulamentação quanto os parâmetros para a ampliação do serviço, que já demonstra forte adesão da população carioca.





