O governador interino do Rio, Ricardo Couto, ampliou a reconfiguração da estrutura do estado e exonerou, de uma só vez, 21 integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). As demissões foram publicadas em edição extra do Diário Oficial desta quarta-feira (1º).
A nova rodada ocorre um dia após o desembargador já ter promovido alterações no alto escalão, atingindo nomes do núcleo de confiança do ex-governador Cláudio Castro (PL).
As mudanças desta quarta-feira aprofundam a intervenção no GSI, área estratégica do governo responsável por ações de inteligência e apoio direto ao chefe do Executivo.
Formado majoritariamente por policiais civis, militares e bombeiros, o GSI também coordena o uso de tecnologias como drones e produz relatórios com avaliação de cenários para subsidiar decisões do governo.
Desta vez, a medida foca no corpo técnico e no gabinete estratégico. Entre os exonerados está a subsecretária de Inteligência e Avaliação de Cenários, Patrícia de Paiva Aguiar, conhecida como Delegada Patrícia; a policial civil de carreira Márcia Christina de Castro, até então na superintendência do gabinete; e o especialista em Segurança da Informação Luca Conde Ottoni. A lista de exonerações conta ainda com assessores e coordenadores técnicos que atuavam no monitoramento de cenários para o Palácio Guanabara.
Nos bastidores, a movimentação é interpretada como um “choque de gestão” promovido por Couto para enxugar a estrutura e redefinir o papel do gabinete. As exonerações também ocorrem a tempo de cumprir o prazo de desincompatibilização para auxiliares que pretendem disputar as eleições deste ano e ficam à disposição para compor as chapas estaduais e federais ligadas a Castro.



Trocas no alto escalão abriram caminho para a reestruturação
A ofensiva de Ricardo Couto começou pelo topo da estrutura. Em publicação no Diário Oficial de terça-feira (31), o interino exonerou três nomes ligados ao núcleo de confiança do ex-governador: o secretário de Governo, Jair Bittencourt; o assessor da Casa Civil Fernando Hackme; além do próprio chefe do GSI, Edu Guimarães.
Para o lugar de Guimarães, Couto nomeou o delegado Roberto Lisandro Leão, que até então atuava como corregedor da Força Municipal, a Divisão de elite da GM carioca. A escolha de um quadro da prefeitura é vista como um sinal de aproximação com o grupo do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).






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