Reportagem do Estadão diz que Bolsonaro reagiu à derrota com “queixas, insultos e inconformismo” enquanto mantinha silêncio publicamente

Sob o título “Queixas, insultos e inconformismo com derrota; como foram as mais de 44h de silêncio de Bolsonaro”, o portal do Estadão publicou, no início da noite desta terça-feira, reportagem em que os jornalistas Felipe Frazão e Wessley Galzo relatam o que apuraram sobre o comportamento do presidente durante o período em que não…

Sob o título “Queixas, insultos e inconformismo com derrota; como foram as mais de 44h de silêncio de Bolsonaro”, o portal do Estadão publicou, no início da noite desta terça-feira, reportagem em que os jornalistas Felipe Frazão e Wessley Galzo relatam o que apuraram sobre o comportamento do presidente durante o período em que não se manifestou publicamente sobre sua derrota frente a Lula.

Quem ouviu Bolsonaro falar, diz ter testemunhado “queixas, xingamentos e inconformismo por parte do presidente”, afirma a reportagem. E relatou a ocorrência de negociações nos bastidores.

“Até mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal aderiram ao movimento de autoridades que tentaram convencer Bolsonaro a reconhecer logo a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o Estadão.

Pelo relato, “a articulação foi deflagrada por ministros” de Bolsonaro e “também por militares, sob o argumento de que era preciso agir rápido para conter os manifestantes que bloquearam estradas de todo o País e evitar o agravamento da crise. Não adiantou.”

Descrevem os repórteres do Estadão:

O pronunciamento de Bolsonaro foi marcado para às 15 horas desta terça-feira, 1, mas começou com uma hora e 36 minutos de atraso. Inconformado com a derrota e alegando perseguição do Judiciário para favorecer Lula, Bolsonaro se recusou várias vezes a desestimular as manifestações.

Num discurso de 2 minutos e 21 segundos, o presidente falou que as manifestações são “fruto de indignação e sentimento de injustiça”. Aos interlocutores com quem conversou antes, ele disse que era vítima de “perseguição” por parte do Supremo e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

O magistrado enquadrou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao ameaçar quem não desbloqueasse as estradas com multa diária de R$ 100 mil, além da prisão do diretor-geral da instituição, Silvinei Vasques, caso a ordem não fosse cumprida. Bolsonaro chegou a falar em fraude para beneficiar o PT, sem apresentar qualquer indício de irregularidade, e mais uma vez chamou Moraes de “canalha”, de acordo com relatos de três interlocutores.

Na avaliação de Bolsonaro, as decisões do Supremo que obrigaram o transporte gratuito de eleitores no dia do segundo turno, além das ordens para apagar conteúdos de seus seguidores na campanha, foram decisivas para sua derrota.

Bolsonaro também fez chegar ao Supremo que o Brasil poderia viver um inferno se o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) enviasse militantes para retirar barricadas e desbloquear estradas ocupadas por caminhoneiros. O presidente chegou a convidar ministros do Supremo para uma reunião no Alvorada. A presidente da Corte, Rosa Weber, e os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux mostraram disposição para o diálogo. Decidiram, porém, só atender ao convite depois que Bolsonaro reconhecesse a derrota para Lula. Após o pronunciamento, o presidente foi pessoalmente ao STF.

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