O rendimento médio real habitual do trabalho teve novo recorde negativo no Brasil. O valor de R$ 2.444 ao mês é o menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Tanto a queda de 4,5% em um trimestre quanto o tombo de 11,4% em um ano são recordes.
Segundo o IBGE, a culpa é tanto da inflação elevada, que corrói o valor de compra dos salários, quanto das remunerações oferecidas pelos empregadores. “Até mesmo os trabalhadores com o carimbo da formalidade estão trabalhando com rendimentos mais baixos”, afirma a pesquisadora do IBGE.
O tombo recorde de 11,4%, em um ano, na renda média do trabalho reforça que o “novo normal” tem salários menores, já comprometidos pela inflação.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados do mercado de trabalho ontem, a situação não voltou ao patamar anterior à pandemia, pois o contingente de trabalhadores com carteira assinada ainda é menor, assim como o total de ocupados em algumas atividades, como alojamento e alimentação.






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