A CPI mista do 8 de Janeiro destrincha a elaboração da minuta do ato golpista, encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, informa Lauro Jardim, em seu blog no Globo. O documento teria sido oferecido ao então presidente Jair Bolsonaro para inviabilizar o resultado das urnas e impedir a transferência de poder.
Para a senadora Eliziane Gama, relatora da CPMI, o então assessor internacional de Bolsonaro, Filipe Martins, contou a com a assessoria jurídica de Amauri Ferres Saad para “subsidiar juridicamente as teses golpistas” a respeito da leitura inconstitucional do artigo 142 da Constituição Federal. Segundo a relatora, ele também se manifestou publicamente em artigos, manifestos e expressou opiniões golpistas sobre o artigo.
Foi Filipe Martins quem levou a tal minuta às mãos de Bolsonaro e à cúpula das Forças Armadas durante reunião realizada após as eleições para avaliar um possível golpe de Estado que reverteria sua derrota nas urnas, como já revelou a colunista Bela Megale.
O relatório também mostra que, no dia do segundo turno das eleições de 2022, Martins fez declarações questionando o sistema eleitoral, apelando aos seus correligionários para que “intensificassem a fiscalização nas seções eleitorais” para garantir que o fechamento das urnas fosse realizado corretamente.





