Relatório do TCE que aponta que estado usa poucos dados genéticos para elucidar crimes divide a opinião de deputados

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), divulgada esta semana pelo jornal O Globo, mostrou que um dos principais problemas enfrentados pela segurança do estado, é o fato de o Rio de Janeiro ser uma das federações que menos usa o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) para elucidar crimes ou tentar…

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), divulgada esta semana pelo jornal O Globo, mostrou que um dos principais problemas enfrentados pela segurança do estado, é o fato de o Rio de Janeiro ser uma das federações que menos usa o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) para elucidar crimes ou tentar localizar pessoas desaparecidas. O assunto mobilizou os deputados da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e dividiu opiniões.

A deputado Martha Rocha (PDT), por exemplo, considera lamentável o fato de a Polícia Civil não estar recorrendo ao perfil genético, dada a importância da técnica na elucidação de crimes. Ela pensa até mesmo em solicitar uma audiência pública para discutir o tema. “Quando assumi o comando da Polícia Civil, em 2011, o caso do menino Juan mostrou o quanto o uso do perfil genético é fundamental.  Aos 11 anos, Juan desapareceu, em Nova Iguaçu. Pouco tempo depois, o corpo dele foi encontrado, mas a perícia informou que era o corpo de uma menina. O erro foi descoberto após dois exames de DNA”, lembra a parlamentar.

Outro integrante da comissão, o deputado Rodrigo Amorim (PTB), tem uma leitura diferente. Ele entende que é inegável que o investimento em técnicas de elucidações de crimes sempre é bem-vindo, mas argumenta que o corpo técnico de papiloscopistas da polícia tem grande eficiência. “Para se elucidar a partir de DNA, é preciso comparar com alguma outra amostra ou registro. Já o papiloscopista tem acesso rápido ao banco de dados do Detran. Na tragédia de Petrópolis, em 2022, 95% das vítimas foram identificadas pela papiloscopia e 5%, pelo DNA. Portanto, vejo como absolutamente natural o baixo índice de uso do DNA”, argumenta.  

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