A sexta-feira, 3 de outubro, vai entrar para os anais da história da pequena Piraí, aprazível recanto do Vale do Paraíba, onde vivem dois dos mais queridos e respeitados políticos fluminenses. Luiz Fernando de Souza, o Pezão, e Gustavo Reis Ferreira, o Tutuca, voltaram às boas após um período de rusgas e turbulências nas últimas eleições.
O cenário para a retomada do diálogo foi a residência de campo, em Itaipava, de Eduardo Damian, advogado eleitoral de nove a cada dez políticos fluminenses. Amigo comum, Damian não se conformava em vê-los afastados e resolveu convidá-los para um vinho no friozinho da serra.
Batata! Ao se reencontrarem, abraçaram-se com naturalidade, pondo fim ao interregno de estremecimento. Pezão e Gustavo Tutuca têm um longo histórico de amizade e parcerias políticas. Nas eleições de 2024, contudo, viram-se em lados opostos: o irmão de Gustavo, Artur Tutuca, foi o nome escolhido pelo então prefeito Ricardo Passos para representá-lo na disputa eleitoral. Do outro lado, estava o ex-governador Pezão, que tentava voltar à política justamente por onde começara: a prefeitura de Piraí.
Em meio ao fragor eleitoral, trocaram acusações em escaramuças próprias da campanha — nada grave. Agora, tudo isso faz parte do folclore político da cidade. Pezão e Tutuca já estão cheios de planos. O prefeito e o secretário estadual de Turismo começaram, inclusive, a tratar de projetos e eventos para projetar Piraí no circuito turístico.
Em tempos de radicalidade e polarização baseada no ódio, Pezão e Tutuca deram um belo e bem-vindo exemplo de alteridade na política. Unidade em torno de princípios, respeito às diferenças e, acima de tudo, civilidade.







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