Reforma Tributária deixa carnes fora da cesta básica, absorventes isentos e carros elétricos com “imposto do pecado”

Texto de grupo de trabalho ainda passará por debates, antes de ser votado no plenário da Câmara

Os deputados do grupo de trabalho que trata da regulamentação da Reforma Tributária apresentaram nesta quinta-feira (4) o parecer do primeiro projeto detalhando as mudanças constitucionais.

Apesar da defesa do presidente Lula pela inclusão das proteínas na taxa zero, carnes bovinas, frangos e peixes ficaram fora da cesta básica isenta de impostos, conforme resistência do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Esses itens continuarão com alíquota reduzida, pagando 60% menos impostos.

“Imposto do Pecado” e isenção para absorventes

O relatório introduz o conceito de “imposto do pecado” para carros elétricos e jogos de azar, que terão uma alíquota seletiva maior. Em contrapartida, absorventes higiênicos, tampões, calcinhas absorventes e coletores menstruais foram incluídos na lista de produtos com isenção total de impostos.

Estrutura da reforma

O texto detalha a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que juntos formarão o IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Este novo tributo substituirá cinco impostos atuais: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. O IVA terá uma alíquota padrão de 26,5%, mas com variações para determinados itens.

Debates e consenso

O grupo de trabalho enfrentou dificuldades para chegar a um consenso sobre a inclusão das carnes na alíquota zero. Arthur Lira expressou preocupação de que tal inclusão poderia elevar a alíquota padrão. Claudio Cajado (PP-BA) destacou que, segundo dados do Banco Mundial, a carne poderia impactar significativamente a alíquota padrão. Augusto Coutinho (Republicanos-PE) reforçou a importância dessa questão.

Próximos passos

O texto apresentado é resultado de intensas discussões entre os parlamentares e ainda passará por debates entre líderes antes de ir ao plenário da Câmara. Portanto, alterações podem ocorrer. O segundo texto de regulamentação, previsto para apresentação em breve, detalhará o funcionamento do Comitê Gestor, responsável por recolher e redistribuir o IBS a estados e municípios.

Com informações de O Globo

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