A Defesa Civil de Maceió reduziu de “alerta máximo” para “alerta” o nível de risco para o colapso da mina da Brasken no município. A informação foi divulgada no fim da tarde desta terça-feira (5).
O órgão municipal informou que a velocidade do afundamento do solo da mina no bairro do Mutange passou de 0,27 cm/h para 0,22 cm/h. Nas últimas 24h a movimentação no local foi de 6,5 cm.
Mesmo com a redução no nível de alerta, a Defesa Civil de Maceió recomenda que a população local evite transitar pelo bairro do Mutange.
Na rede social X, antigo Twitter, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, (PL), declarou que a diminuição no nível de alerta significa que o município saiu de “um risco iminente de colapso para um estágio de menor gravidade, mas que ainda requer atenção”.
Estudos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apontam que o afundamento de Maceió é causado pela retirada inadequada de sal-gema do solo do município pela empresa Braskem. A exploração, que durou décadas, acabou por desestabilizar o solo subterrâneo da capital alagoana. O sal-gema é utilizado para fabricação de soda cáustica e PVC.
Em julho deste ano, a empresa e a prefeitura de Maceió firmaram um acordo no valor de R$ 1,7 bilhão para compensar o afundamento do solo no município em decorrência da mineração. O acordo, porém, é questionado por parte das vítimas.
A prefeitura afirmou que irá utilizar o dinheiro para investir em obras na cidade, além de criar um “fundo de amparo” para auxiliar moradores das regiões afetadas.
O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), declarou nesta terça que o governo federal vai pagar um auxílio para pescadores e marisqueiros afetados em seu trabalho pelas atividades mineradoras da Braskem.
Com informações do Metrópoles.





