Reabertura do Shopping Tijuca segue sem previsão após interdição de áreas atingidas por incêndio

Defesa Civil interditou subsolo e mais 14 lojas, enquanto perícia e trabalhos de recuperação avançam após incêndio que deixou dois mortos

A reabertura do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, segue sem previsão. Na tarde desta segunda-feira, a Defesa Civil Municipal interditou o subsolo do centro comercial, local onde o incêndio teve início, além de outras 14 lojas situadas na lateral esquerda do empreendimento. Essas áreas sofreram danos significativos provocados pelo calor intenso e apresentam risco de desabamento e de desplacamento de teto e piso.

Segundo a Defesa Civil, apesar das interdições, não há risco estrutural que comprometa todo o shopping. As medidas adotadas visam garantir a segurança de lojistas, funcionários e do público enquanto são avaliadas as condições das áreas mais afetadas pelo fogo.

Por meio de nota oficial, a administração do Shopping Tijuca informou que “o trabalho se concentrará agora na limpeza, manutenção e recuperação do shopping. Logo que possível, a data da reabertura do restante do espaço será informada, quando houver segurança para tal”.

Interdição e avaliação dos danos

A decisão de interditar parte do shopping foi tomada após vistorias técnicas que constataram danos relevantes na estrutura das áreas atingidas. O subsolo, onde o incêndio começou, concentrou os maiores impactos, o que levou à ampliação do isolamento para lojas vizinhas, atingidas pelo calor e pela fumaça.

Equipes técnicas seguem monitorando o local para avaliar a evolução dos riscos e definir as próximas etapas de recuperação do espaço.

Incêndio deixou dois mortos

O incêndio atingiu o Shopping Tijuca no início da noite de sexta-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os quartéis da Tijuca e de Vila Isabel foram acionados às 18h28 para combater as chamas, que teriam começado em uma loja de decoração localizada no subsolo.

Já no início da madrugada, foi confirmada a morte de duas pessoas. Entre as vítimas fatais estava o supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado, que chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar. A outra vítima foi a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, retirada do estabelecimento durante a madrugada de sábado. Ela não apresentava sinais de queimaduras, e a principal hipótese é de que a morte tenha ocorrido por inalação de fumaça. Outras três pessoas ficaram feridas durante a ocorrência.

Investigação e perícia

A Polícia Civil informou que uma perícia será realizada no shopping e que a investigação está sob responsabilidade da 19º DP (Tijuca). O objetivo é apurar as causas do incêndio e as circunstâncias que levaram às mortes dos brigadistas.

Em entrevista concedida ainda durante a madrugada de sábado, o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, Luciano Sarmento, detalhou o cenário encontrado pelas equipes de resgate.

“Uma delas estava bem próximo ao foco original, no mezanino da loja, onde começou o fogo, e a segunda vítima, no térreo. Provavelmente desceu, tentou realizar o escape, mas não conseguiu. O fogo se concentra no subsolo do shopping numa loja com material de fácil combustão com artigos diversos de decoração, como colchões. Isso dificultou muito o trabalho de fazermos a exaustão da fumaça. Nossos bombeiros tiveram um trabalho hercúleo, de muita técnica, de forma que não deixasse que esse fogo se propagasse e aí sim poderia ser uma grande tragédia”, explicou o subcomandante, na ocasião.

Enquanto a perícia avança e os trabalhos de limpeza e recuperação seguem em andamento, o Shopping Tijuca permanece parcialmente fechado, sem prazo definido para a retomada total das atividades.

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