O legado do Maluco Beleza está mais vivo do que nunca. Neste sábado (28), Raul Seixas completaria 80 anos e será homenageado com uma avalanche de eventos e lançamentos que prometem emocionar gerações de fãs. As comemorações incluem uma série ficcional no Globoplay (assista o trailer abaixo), shows tributo, relançamentos em vinil, uma exposição no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, e um musical que já rodou o país com enorme sucesso.
A principal novidade é a estreia da série original ‘Raul Seixas: eu sou’, com direção de Paulo Morelli e produção da O2 Filmes. A trama, estrelada por Ravel Andrade, mergulha na complexidade do artista e mostra como Raul criou um personagem radical para realizar seus sonhos — uma verdadeira “metamorfose ambulante”. “Ele pisa no acelerador e não volta atrás, ao ponto de a criatura matar e, ao mesmo tempo, imortalizar o criador”, define Morelli.
Mais de 20 pessoas foram entrevistadas para compor a narrativa da série, que traz cerca de 50 músicas de Raul em versões interpretadas por novos talentos e músicos que fizeram parte da trajetória original do cantor. Entre eles, Rick Ferreira e Paulo César Barros se reuniram para regravar clássicos ao lado do maranhense Tony Gambel, vencedor de um concurso nacional de imitadores.
Mas a festa não para por aí. O Baú do Raul 80 anos, marcado para sábado no Circo Voador (RJ), contará com apresentações de nomes como Frejat, Paulinho Moska, Ana Cañas, BNegão, Emílio Dantas, entre outros. Kika Seixas, ex-mulher de Raul, e Vivi Seixas, filha do cantor, estão à frente da produção e comemoram a maior presença feminina no evento.
Outro destaque das celebrações é o musical Raul Seixas – O Musical, estrelado por Bruce Gomlevsky, que chega à sua centésima apresentação em São Paulo, no histórico Hotel Jaraguá, onde Raul viveu nos anos 1980.
E para os fãs mais nostálgicos, a Universal Music prepara o relançamento em vinil dos álbuns Gîta (1974) e Novo Aeon (1975), além de um compacto com duas versões inéditas de Cowboy fora da lei. Um EP tributo também está a caminho, com participações de BNegão, Ana Cañas, Maneva, Chico Chico e Rodrigo Suricato.
A celebração culmina em 2025 ou 2026 com a estreia da Ópera Rock Brasiliana, espetáculo que promete unir o som psicodélico de Raul à grandiosidade da Orquestra Afrosinfônica sob a batuta de Russo Passapusso e direção de Batman Zavareze.
Raul pode ter partido há quase 36 anos, mas sua música, sua rebeldia e sua genialidade seguem reverberando. Como ele mesmo dizia: “Eu sou”. E agora, mais do que nunca, ele é — presença, memória, música e resistência.





