Ranking de competitividade de municípios aponta Niterói na 22ª colocação do país; Florianópolis se mantém no topo

Da edição do ano passado para a de 2024, a cidade que mais ganhou posições foi Rio das Ostras (RJ), que subiu da 375ª para a 217ª posição

A cidade de Florianópolis manteve a liderança no ranking de competitividade dos municípios em 2024, repetindo o feito do ano anterior, quando a capital de Santa Catarina apareceu no topo pela primeira vez. Seguindo Florianópolis no ranking deste ano, aparecem São Paulo (SP), Vitória (ES), Porto Alegre (RS) e Barueri (SP).

A quinta edição do ranking de competitividade dos municípios foi elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Gove e a Seall, e será divulgada nesta quarta-feira, dia 21, em Brasília. O levantamento abrange municípios com mais de 80 mil habitantes, totalizando 404 cidades analisadas, que representam 60% da população brasileira.

No Estado do Rio, Niterói foi a cidade mais bem ranqueada, ocupando a 22ª posição no estudo que abrange o país. No Sudeste, porém, as cidades de São Paulo (SP), Vitória (ES) e Barueri (SP) se destacaram no ranking de competitividade da região.

Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, destacou a ascensão de Vitória no ranking, afirmando que “chegar ao pódio e subir algumas posições dentro do top 10 é uma tarefa muito desafiadora”. Em 2023, as cinco melhores cidades do país foram Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS) e São Caetano do Sul (SP), com Vitória ocupando o oitavo lugar.

Barros enfatizou que “manter uma posição no ranking não indica estagnação, mas sim que o município continuou a melhorar, enquanto os 403 outros não conseguiram superá-lo”.

Ranking de competitividade dos municípios

Estudo avaliou 404 cidades com mais de 80 mil habitantes

PosiçãoMunicípioUFNota
1FlorianópolisSC65,26
2São PauloSP64,48
3VitóriaES64,29
4Porto AlegreRS63,91
5BarueriSP63,04
6São Caetano do SulSP62,99
7CuritibaPR62,62
8CampinasSP62,23
9MaringáPR62,18
10São SebastiãoSP61,93
11SantosSP61,18
12Jaraguá do SulSC61,12
13Belo HorizonteMG59,86
14Balneário CamboriúSC59,81
15JundiaíSP59,77
16Santana de ParnaíbaSP59,70
17VotuporangaSP59,63
18CriciúmaSC59,54
    
19IndaiatubaSP59,52
20Nova LimaMG59,40
21São Bernardo do CampoSP59,29
22NiteróiRJ58,99
23BlumenauSC58,80
24UberlândiaMG58,66
25LajeadoRS58,35

Fonte: Centro de Liderança Pública (CLP).

Da edição do ano passado para a de 2024, a cidade que mais ganhou posições foi Rio das Ostras (RJ), que subiu da 375ª para a 217ª posição. E Varginha (MG) foi a que mais perdeu posições — caiu da 59ª para a 228ª colocação. As últimas posições do levantamento foram ocupadas por Cametá (PA), Belford Roxo (RJ), Itaituba (PA), Breves (PA) e Moju (PA).

O ranking de competitividade classificou os municípios em 65 indicadores em 13 pilares e três áreas temáticas: instituições, sociedade e economia. “Uma cidade competitiva traz qualidade de vida e bem-estar social para a população”, afirma Barros.

Os indicadores analisados pelo levantamento do CLP têm atualização anual e são sempre finalísticos. “O ranking é uma plataforma que olha para todo o espectro de políticas públicas”, diz Barros.

O estudo do CLP reforça as desigualdades que existem no País. A lista das 50 cidades mais competitivas do Brasil só inclui municípios das regiões Sul e Sudeste. Na 53ª colocação, Recife é a cidade do Nordeste mais bem colocada.

Num recorte mais amplo, das 100 primeiras cidades, 96 estão no Sul e Sudeste. Além do Recife, furam essa lista a capital do Tocantins, Palmas (na 65.ª colocação), Campo Grande (86.ª) e Fortaleza (96.ª).

Desde o início do levantamento, o maior crescimento no ranking foi de Macaé. A cidade saltou 205 posições entre 2020 e 2024. Na edição de 2024, ocupou a 59.ª posição. Outro destaque é São Sebastião, no litoral de São Paulo. O município avançou 122 posições e chegou ao décimo lugar.

“A primeira coisa é ter um equilíbrio do ponto de vista fiscal e um equacionamento do ponto de vista de funcionamento da máquina pública. A cidade que está nesse caminho consegue ter uma organização para melhor entregar políticas finalistas de saúde e educação, por exemplo. É um bom caminho a ser seguido”, afirma o diretor-presidente do CLP.

O objetivo do levantamento é demonstrar como a competição no setor público é um elemento fundamental para promover maior justiça, equidade e desenvolvimento econômico e social nos municípios de modo a garantir serviços públicos de mais qualidade à população, segundo o CLP.

“Esse trabalho se torna ainda mais importante em ano eleitoral. O ranking é uma ferramenta primordial para nortear as gestões dos novos prefeitos nos quatro cantos do País”, diz Tadeu Barros.

Com informações do Estadão.

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