A cidade de Florianópolis manteve a liderança no ranking de competitividade dos municípios em 2024, repetindo o feito do ano anterior, quando a capital de Santa Catarina apareceu no topo pela primeira vez. Seguindo Florianópolis no ranking deste ano, aparecem São Paulo (SP), Vitória (ES), Porto Alegre (RS) e Barueri (SP).
A quinta edição do ranking de competitividade dos municípios foi elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Gove e a Seall, e será divulgada nesta quarta-feira, dia 21, em Brasília. O levantamento abrange municípios com mais de 80 mil habitantes, totalizando 404 cidades analisadas, que representam 60% da população brasileira.
No Estado do Rio, Niterói foi a cidade mais bem ranqueada, ocupando a 22ª posição no estudo que abrange o país. No Sudeste, porém, as cidades de São Paulo (SP), Vitória (ES) e Barueri (SP) se destacaram no ranking de competitividade da região.
Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, destacou a ascensão de Vitória no ranking, afirmando que “chegar ao pódio e subir algumas posições dentro do top 10 é uma tarefa muito desafiadora”. Em 2023, as cinco melhores cidades do país foram Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS) e São Caetano do Sul (SP), com Vitória ocupando o oitavo lugar.
Barros enfatizou que “manter uma posição no ranking não indica estagnação, mas sim que o município continuou a melhorar, enquanto os 403 outros não conseguiram superá-lo”.
Ranking de competitividade dos municípios
Estudo avaliou 404 cidades com mais de 80 mil habitantes
| Posição | Município | UF | Nota |
| 1 | Florianópolis | SC | 65,26 |
| 2 | São Paulo | SP | 64,48 |
| 3 | Vitória | ES | 64,29 |
| 4 | Porto Alegre | RS | 63,91 |
| 5 | Barueri | SP | 63,04 |
| 6 | São Caetano do Sul | SP | 62,99 |
| 7 | Curitiba | PR | 62,62 |
| 8 | Campinas | SP | 62,23 |
| 9 | Maringá | PR | 62,18 |
| 10 | São Sebastião | SP | 61,93 |
| 11 | Santos | SP | 61,18 |
| 12 | Jaraguá do Sul | SC | 61,12 |
| 13 | Belo Horizonte | MG | 59,86 |
| 14 | Balneário Camboriú | SC | 59,81 |
| 15 | Jundiaí | SP | 59,77 |
| 16 | Santana de Parnaíba | SP | 59,70 |
| 17 | Votuporanga | SP | 59,63 |
| 18 | Criciúma | SC | 59,54 |
| 19 | Indaiatuba | SP | 59,52 |
| 20 | Nova Lima | MG | 59,40 |
| 21 | São Bernardo do Campo | SP | 59,29 |
| 22 | Niterói | RJ | 58,99 |
| 23 | Blumenau | SC | 58,80 |
| 24 | Uberlândia | MG | 58,66 |
| 25 | Lajeado | RS | 58,35 |
Fonte: Centro de Liderança Pública (CLP).
Da edição do ano passado para a de 2024, a cidade que mais ganhou posições foi Rio das Ostras (RJ), que subiu da 375ª para a 217ª posição. E Varginha (MG) foi a que mais perdeu posições — caiu da 59ª para a 228ª colocação. As últimas posições do levantamento foram ocupadas por Cametá (PA), Belford Roxo (RJ), Itaituba (PA), Breves (PA) e Moju (PA).
O ranking de competitividade classificou os municípios em 65 indicadores em 13 pilares e três áreas temáticas: instituições, sociedade e economia. “Uma cidade competitiva traz qualidade de vida e bem-estar social para a população”, afirma Barros.
Os indicadores analisados pelo levantamento do CLP têm atualização anual e são sempre finalísticos. “O ranking é uma plataforma que olha para todo o espectro de políticas públicas”, diz Barros.
O estudo do CLP reforça as desigualdades que existem no País. A lista das 50 cidades mais competitivas do Brasil só inclui municípios das regiões Sul e Sudeste. Na 53ª colocação, Recife é a cidade do Nordeste mais bem colocada.
Num recorte mais amplo, das 100 primeiras cidades, 96 estão no Sul e Sudeste. Além do Recife, furam essa lista a capital do Tocantins, Palmas (na 65.ª colocação), Campo Grande (86.ª) e Fortaleza (96.ª).
Desde o início do levantamento, o maior crescimento no ranking foi de Macaé. A cidade saltou 205 posições entre 2020 e 2024. Na edição de 2024, ocupou a 59.ª posição. Outro destaque é São Sebastião, no litoral de São Paulo. O município avançou 122 posições e chegou ao décimo lugar.
“A primeira coisa é ter um equilíbrio do ponto de vista fiscal e um equacionamento do ponto de vista de funcionamento da máquina pública. A cidade que está nesse caminho consegue ter uma organização para melhor entregar políticas finalistas de saúde e educação, por exemplo. É um bom caminho a ser seguido”, afirma o diretor-presidente do CLP.
O objetivo do levantamento é demonstrar como a competição no setor público é um elemento fundamental para promover maior justiça, equidade e desenvolvimento econômico e social nos municípios de modo a garantir serviços públicos de mais qualidade à população, segundo o CLP.
“Esse trabalho se torna ainda mais importante em ano eleitoral. O ranking é uma ferramenta primordial para nortear as gestões dos novos prefeitos nos quatro cantos do País”, diz Tadeu Barros.
Com informações do Estadão.





