Ramagem silencia sobre indiciamento de Bolsonaro, diante de ataques à PF

O deputado permanece em silêncio diante do dilema: “Como defender o principal fiador da sua campanha, a quem precisa se atrelar para ganhar votos, mas sem alvejar os seus pares?”.

Caio de Santis (correspondente do blog em Brasília)

É inegável o constrangimento do bolsonarismo fluminense, mais especificamente do pré-candidato à prefeitura do Rio, Alexandre Ramagem, com o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal, pelo recebimento e recompra de joias do governo da Arábia Saudita. Ramagem, que é delegado da PF, viu alguns dos principais nomes do seu partido atacarem a corporação da qual faz parte.

Por isso, o deputado permanece em silêncio diante do dilema: “Como defender o principal fiador da sua campanha, a quem precisa se atrelar para ganhar votos, mas sem alvejar os seus pares?”.

Nos bastidores do PL, discute-se ainda se é válido que o nome de urna dele, neste ano, seja “Delegado Ramagem”, como se candidatou em 2022 e como se define nas redes sociais. Além de a alcunha atrelá-lo à PF, que é o novo alvo do bolsonarismo, parte da equipe de campanha de Ramagem avalia que a palavra “delegado” pode afastar o eleitorado mais humilde, que mora em regiões conflagradas do Rio. Algumas das peças de campanha já foram feitas com apenas o sobrenome “Ramagem”.

O curioso é que a segurança deve ser a principal plataforma de Ramagem. O discurso de “união de forças” com o governador Cláudio Castro, que é do seu partido, será o principal mote do escolhido de Bolsonaro, que promete “botar ordem na casa”. Nas redes sociais, a sua última postagem foi para atacar o atual prefeito, Eduardo Paes, que busca a reeleição.

“A mesma história de sempre. Descaso, abandono e conluios. Chega o ano eleitoral, enfeitam tudo e sobram promessas. Esse ciclo precisa ser quebrado. O Rio tem que mudar!”, disse Ramagem na legenda de um vídeo, no qual contesta contratações para obras de Paes.

Em defesa a Bolsonaro ou em crítica à sua PF, nada.

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