Racismo em roda de samba: associação diz que ato de argentina “não tem conotação racista” em seu país

Mulher, que participou no Rio de fórum de educação musical, imitou macaco

Após críticas nas redes sociais, a Associação Orff-Schulwerk Argentina divulgou uma nota defendendo uma mulher flagrada imitando um macaco durante uma roda de samba . O caso, registrado como racismo pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), ocorreu na noite de sexta-feira.

Segundo a associação, na Argentina, imitar animais em atividades pedagógicas “não tem conotação racista”. A mulher é associada a uma entidade que promove educação musical baseada nos ideais do compositor alemão Carl Orff. A associação reiterou sua repulsa a qualquer ato de racismo ou discriminação.

Gláuber Resende Domingues, presidente da sessão brasileira do Fórum Latino-americano de Educação Musical (Fladem Brasil), confirmou a presença da argentina no XXVIII Seminário Latino-americano de Educação Musical, realizado no Rio de segunda a sexta-feira. Ele esclareceu que a mulher não era associada ao Fladem e participou do evento como assistente, ressaltando que o ato não ocorreu nas dependências do evento e não tem relação com o fórum. O Fladem informou que está disposto a colaborar com as investigações

O episódio foi registrado pela jornalista Jackeline Oliveira e divulgado nas redes sociais. No vídeo, um homem e uma mulher, ambos brancos, fazem gestos e sons imitando macacos durante a roda de samba. A gravação foi feita por Jackeline, assessora da vereadora Mônica Cunha, presidente da Comissão de Combate ao Racismo. Ambas, junto com o organizador da roda de samba, Wanderso Luna, registraram o crime na Decradi.

O Fladem Brasil se manifestou contra o ocorrido, destacando seu compromisso com a luta antirracista. Domingues garantiu que o fórum está pronto para colaborar com a investigação e afirmou que o ato não reflete os valores do evento ou da associação.

Com informações de O Globo

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