Queiroga insiste em dificultar vacinação de crianças e vai exigir prescrição médica, o que prejudica os mais pobres

Após ter causado revolta nesta quinta-feira (23) ao dizer que a vacinação infantil contra a COVID-19 não inspira urgência, apesar de números oficiais mostrarem que uma criança morre da doença a cada dois dias,  o ministro da Saúde liberou a imunização, mas vai exigir permissão dos pais e prescrição médica. “O documento que vai ao…

Após ter causado revolta nesta quinta-feira (23) ao dizer que a vacinação infantil contra a COVID-19 não inspira urgência, apesar de números oficiais mostrarem que uma criança morre da doença a cada dois dias,  o ministro da Saúde liberou a imunização, mas vai exigir permissão dos pais e prescrição médica.

“O documento que vai ao ar é um documento que recomenda a vacina da Pfizer. Nossa recomendação é que não seja aplicado de forma compulsória. Essa vacina estará vinculada à prescrição médica, e a recomendação obedece às orientações da Anvisa”, disse o ministro da Saúde.

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https://e562ad98b7dca0b3c129fc1515eaf0dd.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html A decisão do ministro criou muita polêmica assim que foi anunciada. Especialistas apontaram que parte da população, sobretudo os mais pobres, não têm acesso fácil aos médicos. Além disso, a medida pode sobrecarregar os médicos do SUS e “atrapalhar” o agendamento de consultas necessárias.

Muitos se apressaram em dizer que as determinações devem ser derrubadas pela Justiça.

Marcelo Queiroga ressaltou que outros países como Estados Unidos e Alemanha já utilizam o imunizante nesta faixa etária, mas que a “decisão final será dos pais”.

“Esse tempo entre a aprovação final, marcada para o dia cinco [de janeiro de 2022] e o início da campanha de vacinação, é tempo suficiente para que as salas de vacinação se preparem para a aplicação”, colocou.

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https://e562ad98b7dca0b3c129fc1515eaf0dd.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html Segundo Queiroga, analisando a vacinação de crianças no exterior, não é possível afirmar que houve diminuição no número de óbitos, e que só com maior tempo de pesquisa será possível fazer essa relação.

De acordo com informações do G1, o ministro afirmou ainda que o Brasil tem condições de começar a vacinação dentro de um “prazo bastante curto”, e que crianças com comorbidades serão contempladas com prioridade.

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