O desaparecimento do professor universitário aposentado Antonio Petraglia, de 70 anos, engrossa uma estatística preocupante no estado do Rio. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), 690 idosos foram registrados como desaparecidos em 2024, o equivalente a um caso a cada 12h.
O total representa um aumento de 5% em relação ao ano anterior e é o maior número da série histórica desde 2014.
Homens e idosos acima dos 70 lideram registros
O levantamento mostra que 65,7% dos desaparecidos com mais de 60 anos são homens. Entre as faixas etárias, a mais afetada é a de 70 a 79 anos — a mesma de Petraglia —, com 246 casos registrados no último ano.
Além disso, outros 95 idosos com mais de 80 anos também desapareceram no mesmo período.
Já mais da metade das ocorrências (360 registros) aconteceu na capital fluminense, onde as buscas pelo professor continuam concentradas.
Buscas pelo professor
Antonio está desaparecido há mais de uma semana. A Polícia Civil informou que utiliza câmeras de reconhecimento facial em estações e vias públicas para tentar localizá-lo.
As operações contam com apoio do Corpo de Bombeiros com varreduras terrestres e aéreas na região do Morro da Urca, na Zona Sul, onde ele foi visto pela última vez. Hospitais da cidade também foram notificados sobre o caso.
Família monta força-tarefa
Diante da falta de novas pistas, a família montou uma força-tarefa independente. Ex-alunos, amigos e voluntários percorreram as ruas com o apoio de Loba, uma cadela farejadora contratada pela família.
Além disso, há relatos de possíveis avistamentos de Antonio em pontos como Lapa, Glória e Centro.
Mobilização nas redes
Além das buscas de campo, os parentes criaram o perfil ‘Vamos Achar Antonio’ nas redes sociais. O canal reúne atualizações, possíveis avistamentos e contatos para quem possa fornecer informações.
Enquanto isso, a família pede que qualquer pessoa que tenha visto o professor entre em contato imediatamente com a polícia.
Corpo encontrado no Recreio não é do professor
Pescadores encontraram um corpo boiando na manhã desta terça-feira (21) na Praia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, eles acionaram a corporação às 11h56, depois de avistarem o corpo próximo à Pedra dos Cabritos, um dos pontos conhecidos da região.
A família de Antonio foi até o Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para reconhecimento, mas confirmou nas redes sociais que não se tratava do professor. As buscas seguem.





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