A ministro Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, abordou os alarmantes índices de feminicídio no Brasil e afirmou que, quando uma mulher é violentadas, todas também são. Cármen, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citou que no próximo domingo (15) será comemorado o Dia Internacional da Democracia. No entanto, friou, no Brasil “não há democracia de gênero” e “democracia de cores”.
“Domingo agora, dia 15 de setembro, o mundo comemora o Dia Internacional da Democracia. E nós, mulheres brasileiras, temos muito pouco a comemorar. Não há democracia de gênero, não há democracia de cores”, afirmou.
“Há uma verdadeira guerra. E contra as mulheres, de uma forma muito especial”, completou a magistrada.
Cármen disse aos colegas que, no último fim de semana, foram cinco tentativas de morte de candidatas nas eleições municipais. “É uma intimidação violenta, feroz, cruel, que recrudesceu nos últimos dias”, afirmou.
A ministra também destacou o demorado tempo que se leva para que estes casos sejam julgados.
“Quando uma mulher é violentada, assassinada, estuprada, assediada, todas nós, mulheres no mundo, somos. Ninguém corta a cara apenas de uma mulher; corta a de todas as mulheres do mundo”, conclui Cármen Lúcia.
Com informações do g1





