A última pesquisa Quaest antes da eleição deste domingo (4) mostra Carlos Jordy (PL) numericamente à frente na corrida pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado. Divulgado neste sábado (3), o levantamento registra Jordy com 17% na combinação dos votos totais, seguido por Carlos Portinho (PL) e Benedita da Silva (PT), ambos com 16%.
A diferença de um ponto percentual entre os três está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na sequência aparecem Pedro Paulo (PSD), com 10%, Marcelo Crivella (Republicanos), com 9%, e Monica Benicio (PSOL), com 6%.
A fotografia da véspera da eleição reforça uma disputa apertada pelas duas cadeiras. Além do equilíbrio entre os três primeiros colocados, Pedro Paulo e Crivella registraram crescimento na comparação com a rodada anterior da Quaest.
Jordy avança e Pedro Paulo chega a dois dígitos
Carlos Jordy passou de 15% para 17%, enquanto Portinho avançou de 15% para 16%. Benedita também oscilou positivamente, de 15% para 16%. Na pesquisa anterior, divulgada em 29 de setembro, os três apareciam numericamente empatados, com 15% cada.
A movimentação mais expressiva entre os candidatos seguintes foi de Pedro Paulo. O candidato do PSD passou de 7% para 10%. Crivella também avançou, de 7% para 9%. Monica Benicio permaneceu com 6%.
Mais atrás aparecem Michelly Xavier (UP) e Waguinho (Republicanos), ambos com 1%. Helio Secco (Missão), Marcos Dias (Podemos), Paula Falcão (PSTU), Vinicius Benevides (UP), Luciano Mattos (PRTB), Luiz Eugenio (PCO) e Ó Clemente (Democrata) aparecem com 0%.
A evolução dos candidatos do PL também vem sendo identificada por outros institutos nesta reta final. Pesquisa Prefab Future divulgada neste sábado mostrou Benedita com 28,4%, Jordy com 20,9% e Portinho com 20,4%, em metodologia diferente da utilizada pela Quaest.
Indecisos caem na véspera da votação
Outro dado relevante da Quaest está na redução da indefinição. Na combinação dos votos estimulados, os indecisos passaram de 9% para 6%. Já o grupo que declara voto branco ou nulo ou diz que não irá votar caiu de 22% para 18%.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, 40% ainda não sabem indicar em quem pretendem votar. Apesar de elevado, o percentual representa uma forte queda diante dos 79% registrados na rodada anterior. Naquele levantamento, a indefinição ainda dominava amplamente a escolha para o Senado.
A queda ocorre justamente às vésperas de uma eleição com uma particularidade que pode influenciar o comportamento do eleitor: neste ano, cada pessoa poderá escolher dois candidatos diferentes para o Senado.
Serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa, duas em cada estado e no Distrito Federal. O eleitor não pode votar duas vezes no mesmo candidato.
Pesquisa considera os dois votos
Para retratar essa característica da eleição, a Quaest pergunta ao entrevistado separadamente sobre sua primeira e sua segunda escolhas. Depois, as menções são combinadas em um resultado de votos totais que soma 100%, preservando a proporção entre candidatos, brancos e nulos e indecisos.
Por isso, os percentuais não devem ser interpretados como em uma eleição para governador ou presidente, na qual cada eleitor dispõe de apenas um voto. A posição dos candidatos depende do conjunto das duas escolhas feitas pelos entrevistados.
A Quaest ouviu 3.204 eleitores de 16 anos ou mais no Estado do Rio entre os dias 2 e 3 de outubro. A pesquisa foi contratada pela Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RJ-03032/2026.







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