Quaest desta semana exclui Tarcísio pela primeira vez da corrida de 2026

Levantamento não terá o governador paulista entre os nomes testados e a estreia após Ronaldo Caiado trocar o União Brasil pelo PSD

A Quaest divulga na quarta-feira (11) uma nova pesquisa sobre a avaliação do governo Lula (PT) e o cenário da disputa presidencial de 2026. O levantamento marca a primeira rodada sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos.

Tarcísio tem afirmado que buscará a reeleição no estado e já declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que anunciou pré-candidatura ao Palácio do Planalto com o respaldo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As candidaturas, vale lembrar, ainda não são oficiais. Os partidos precisam confirmá-las entre julho e agosto, durante as convenções, e registrá-las na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Metodologia e escopo do levantamento

A nova rodada da Quaest apresenta oito nomes e simulações para primeiro e segundo turnos. O estudo também é o primeiro desde que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, se filiou ao PSD.

O partido presidido por Gilberto Kassab informou que pretende lançar candidatura própria e avalia escolher entre Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite até abril.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O que mostrou a rodada anterior

A primeira pesquisa Quaest do ano eleitoral, divulgada em 14 de janeiro, indicou Lula na liderança em todos os cenários de primeiro turno, com Flávio Bolsonaro consolidado na segunda posição.

Nas simulações de segundo turno, o presidente também aparecia à frente. A menor diferença era contra Tarcísio de Freitas, de cinco pontos percentuais: 44% a 39%.

Contra Flávio Bolsonaro e Ratinho Jr., a vantagem de Lula era de sete pontos. O levantamento de janeiro ainda apontou avaliação dividida do governo: 49% de desaprovação e 47% de aprovação.

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