PT e PL planejam furar barreiras em estados onde adversários são mais fortes

Roraima, Rondônia, Acre e Santa Catarina são desafios para petistas; PL tem dificuldades em Piauí, Bahia, Maranhão e Ceará

O PT e o PL, partidos do presidente Lula e do ex-presidente Bolsonaro, estão se articulando para superar barreiras eleitorais em estados onde seus adversários se saíram melhor nas últimas eleições. Enquanto os petistas enfrentam desafios em regiões como Roraima, Rondônia, Acre e Santa Catarina, o PL encontra dificuldades em quatro estados do Nordeste: Piauí, Bahia, Maranhão e Ceará. As duas siglas buscam reduzir resistências locais para fortalecer suas bases visando as eleições de 2026.

No Piauí, onde Lula teve 76,86% dos votos em 2022, o PL decidiu não lançar candidatos a prefeito na maioria dos municípios, concentrando-se em eleger vereadores que possam ajudar o partido a conquistar uma cadeira na Câmara Federal. Já o PT, aproveitando o bom desempenho de Lula no estado, lançou um número recorde de 137 candidaturas a prefeito, visando ganhar 70 prefeituras, em comparação com as 22 conquistadas em 2020.

Bolsonaro vai à Bahia, e Lula visita Santa Catarina

Na Bahia, onde Lula também teve expressiva votação, o PL trabalha para ampliar sua presença, mas lançará candidatos próprios em apenas 31 das 417 cidades do estado, enfrentando a concorrência do União Brasil. Bolsonaro deve visitar a cidade de Itabuna durante a campanha, onde o PL aposta em Chico França. Em paralelo, Bolsonaro fez um giro por Pernambuco, reforçando sua presença em estados tradicionalmente petistas, enquanto Lula visitou Santa Catarina, onde o PT busca aumentar o número de candidaturas a prefeituras, apostando em cidades grandes como Blumenau.

No Norte, o PT enfrenta dificuldades significativas. No Acre, a sigla, que já governou o estado por 20 anos, viu sua influência política diminuir drasticamente desde 2018. A estratégia agora é fortalecer partidos aliados, já que o PT terá candidatos próprios em apenas três das 22 cidades do estado. Em Rondônia, o partido terá candidatos em 12 das 52 cidades, incluindo Porto Velho, onde lançará a ex-senadora Fátima Cleide. Em Roraima, o PT não terá candidatos próprios nas 15 cidades do estado, apoiando candidatos de outros partidos.

Ambos os partidos entendem que as eleições municipais de 2024 são fundamentais para preparar terreno para as eleições de 2026. Buscam assim consolidar suas bases em estados estratégicos, mesmo enfrentando resistências e a necessidade de alianças locais.

Com informações de O Globo

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