O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou um convite à ministra da Cultura, Margareth Menezes, para se filiar à legenda, informa o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. O gesto, segundo fontes do partido, foi feito com o aval direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforça a intenção do Palácio do Planalto de projetar a ministra no cenário eleitoral de 2026.
O convite foi formulado durante um jantar reservado entre Margareth e lideranças petistas em setembro. Na ocasião, dirigentes da sigla ressaltaram que sua filiação teria o apoio irrestrito de Lula, que vê na ministra uma figura popular, de perfil agregador e com forte apelo no campo cultural e social.
Lula quer Margareth na política
Segundo dirigentes ouvidos, o presidente deseja que Margareth Menezes, uma das ministras mais próximas do núcleo familiar de Lula e Janja, dispute um cargo eletivo nas próximas eleições. A filiação, caso confirmada, abriria espaço para a construção de um projeto político voltado à Bahia — estado que é berço da ministra e um dos principais redutos eleitorais do PT no Nordeste.
Petistas consideram que Margareth poderia disputar desde uma vaga na Câmara dos Deputados até a Prefeitura de Salvador, dependendo da conjuntura e das alianças que se formarem até 2026. “O partido vê nela uma liderança com forte apelo popular, especialmente entre artistas, mulheres e a população negra”, afirmou uma fonte da legenda.
Relação com Janja e destaque no governo
No comando do Ministério da Cultura desde janeiro de 2023, Margareth Menezes foi uma das escolhas pessoais da primeira-dama, Janja da Silva, que teve influência direta na composição da equipe ministerial de Lula.
Cantora e compositora reconhecida internacionalmente, a ministra se tornou presença constante ao lado da primeira-dama em eventos culturais e sociais. Janja, inclusive, participou recentemente de um jantar promovido pelo grupo Prerrogativas em homenagem a Margareth, reforçando o prestígio da titular da Cultura dentro e fora do governo.
Presença simbólica no governo Lula
A nomeação de Margareth Menezes foi um dos primeiros gestos de Lula para reforçar o compromisso com a valorização da cultura e da representatividade negra em seu terceiro mandato. Sob sua gestão, o Ministério da Cultura foi recriado após seis anos de extinção e passou a coordenar políticas públicas voltadas à diversidade, à economia criativa e à inclusão social.
Nos bastidores, integrantes do PT veem a eventual filiação da ministra como um passo natural para consolidar sua atuação política. O próprio Lula, segundo relatos, considera que Margareth reúne as condições ideais para representar o partido em futuras disputas majoritárias.
Por ora, a ministra ainda não deu resposta oficial ao convite, mas aliados avaliam que o movimento pode se concretizar nos próximos meses — abrindo caminho para mais uma figura de destaque do governo ingressar formalmente na legenda petista.






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