PT aprova documento com ataques a Michel Temer no momento em que Lula tenta o apoio de lideranças do MDB

No momento em que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca atrair o apoio do MDB para a sua candidatura, o PT aprovou nesta quarta-feira um documento com ataques ao governo Michel Temer (2016-2018). O texto também chama o impeachment de Dilma Rousseff de “golpe”. As críticas, reavivadas durante o período de negociações, podem complicar…

No momento em que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca atrair o apoio do MDB para a sua candidatura, o PT aprovou nesta quarta-feira um documento com ataques ao governo Michel Temer (2016-2018). O texto também chama o impeachment de Dilma Rousseff de “golpe”.

As críticas, reavivadas durante o período de negociações, podem complicar o desfecho das tratativas. Dirigentes de 11 diretórios do MDB já haviam firmado compromisso de apoio à candidatura de Lula. No mesmo documento, o PT retoma o debate sobre a ilegalidade do impeachment da presidente Dilma, dificultando a aproximação com várias parlamentares que votaram pelo afastamento, mas hoje são simpáticos à candidatura de Lula.

A declaração política foi aprovada por delegados do partido durante encontro que confirmou a chapa Lula-Alckmin para a eleição. Aprovado como vice, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) e o seu partido na época, o PSDB, apoiaram o impeachment.

“O projeto de país com crescimento, distribuição de renda, políticas de bem-estar social, plenas liberdades democráticas e soberania foi interrompido por meio do golpe do impeachment da presidenta Dilma, em 2016, que levou ao poder um projeto neoliberal e fez o Brasil retroceder em conquistas sociais, políticas públicas e investimentos do estado para o crescimento e geração de empregos e renda”, afirma um trecho do documento, sem citar diretamente o ex-presidente emedebista que era vice de Dilma.

Na segunda-feira, Lula se reuniu, em São Paulo, com lideranças do MDB de nove estados. Os presentes declararam apoio ao petista. No dia seguinte, parte desse grupo se encontrou com Temer e conseguiu do ex-presidente apoio para tentar adiar a convenção do partido, marcada para o dia 27 com o objetivo de oficializar a candidatura da senadora Simone Tebet (MS) à Presidência da República.

A ala lulista do MDB quer convencer o partido a desistir da candidatura própria e apoiar Lula. Há intenção até de promover um encontro entre os dois ex-presidentes. De acordo com aliados, Temer se incomoda com as críticas que os petistas fazem ao seu governo e também quando os integrantes do partido de Lula se referem a ele como “golpista”. O documento faz ainda ataques duros ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que, nas palavras dos petistas, “aprofundou o projeto ultraneoliberal, gerou desemprego e pobreza, abandonou a população ao longo da pandemia e trouxe de volta a fome ao país”. “Nunca antes um presidente eleito atacou tão sistematicamente a Constituição, os direitos, as leis, as instituições, a civilidade, a ciência e as liberdades democráticas”, afirma

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