A bancada do Psol protocolou hoje (18), no fim da tarde, no Conselho de Ética da Câmara, um novo pedido de cassação de Carla Zambelli em decorrência do depoimento do hacker Walter Delgatti Neto à CPI do Golpe. A deputada bolsonarista está internada em Brasília com diverculite aguda e, hoje à tarde, já havia sofrido um revés no STF: a maioria do tribunal formou maioria para torná-la ré por porte ilegal de armas. As informações são da coluna do jornalista Lauro Jardim, no Globo.
Ontem, Delgatti Neto disse aos parlamentares do colegiado que Zambelli (e auxiliares) financiaram despesas dele, enquanto discutiam uma invasão às urnas eleitorais e a produção de um “código-fonte fake” que pudesse ser transformado em propaganda da campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral do país. O montante recebido por Delgatti Neto teria sido de R$ 40 mil e há indícios, conforme destaca o PSOL, de que a verba da cota parlamentar tenha sido usada com essa finalidade.
Os deputados Pastor Henrique Vieira e Érika Hilton são representantes do PSOL na CPI. Indagações deles ao hacker, no colegiado, foram incluídos no pedido relacionado à Zambelli, que é assinado pela bancada e pelo presidente do partido, Juliano Medeiros. O texto diz que a deputada “desonrou o cargo para o qual foi eleita”, uma vez que teria cometido “gravíssimas violações” à Constituição, ao Código de Ética da Câmara e ao ordenamento jurídico.
No início da semana, o PSB também apresentou denúncia ao Conselho de Ética referente a esse tema, pedindo a cassação de Zambelli.
Há dez dias, o órgão arquivou um procedimento que analisava quebra de decoro por parte dela contra Duarte Júnior (PSB-MA): o deputado dizia ter sido ofendido por Zambelli durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública.





