Os deputados do Psol discutiram, na última terça-feira (31), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a estratégia política do partido diante do cenário de indefinição no estado. Os parlamentares confirmaram que a legenda pretende lançar candidaturas próprias tanto para o governo quanto para a presidência da Casa.
Segundo o partido, haverá um nome em qualquer cenário: seja na eleição direta ou num eventual mandato-tampão no Executivo estadual. A decisão faz parte de uma estratégia de afirmação política diante das incertezas sobre o modelo de escolha do próximo governador.
Definição de estratégia
Durante discurso em plenário, a líder da legenda, Renata Souza, destacou a importância do momento político e o papel da Assembleia na condução do processo sucessório.
“A Assembleia Legislativa, hoje, tem uma função importantíssima que é definir quem é o novo presidente da Assembleia Legislativa, o mandato tampão para o governador do estado e, nesse sentido, a gente não pode deixar que esta Casa de leis seja colocada em questionamento tanto na sociedade como judicialmente”, afirmou.
Ela também mencionou a articulação do campo progressista diante da tentativa de antecipação da eleição para a presidência da Casa. “É por isso que nós – do campo progressista e de esquerda – nos unimos na última semana para que a gente pudesse tirar uma posição conjunta e comum contra aquilo que foi colocado a toque de caixa aqui para a votação do novo presidente da Assembleia Legislativa”, disse.
Candidaturas ao Executivo
O deputado Professor Josemar confirmou que o partido terá candidatura própria ao governo, tanto em um eventual pleito direto quanto no cenário de mandato-tampão.
“Quero destacar que o meu partido, o PSOL, terá candidatura própria para as eleições do mandato-tampão e, também, para as eleições de outubro”, afirmou.
Ele acrescentou que há nomes em debate dentro da legenda e que a definição será tomada internamente. “Estamos debatendo sobre os nomes dos companheiros Glauber Braga, William Siri, Thais e Dr. Ítalo e no dia 11 vamos bater o martelo”, disse.
Disputa pela presidência da Alerj
Além do Executivo, o Psol também decidiu disputar o comando da Assembleia Legislativa.
“Hoje, na executiva do diretório estadual do PSOL, tivemos uma resolução importantíssima de que reafirmamos a nossa candidatura própria e que, também, teremos candidatura própria para a Presidência da Casa”, declarou Professor Josemar.
O deputado Flávio Serafini reforçou a posição da legenda. “Nós vamos apresentar uma candidatura própria na eleição para a Presidência da Alerj porque entendemos que temos legitimidade como um partido que faz oposição a esse grupo político”, afirmou.
Ele também indicou que o partido mantém diálogo com outros setores. “É claro que sem nenhum sectarismo nós conversaremos com setores da oposição, mas colocaremos o nosso nome para disputar a Presidência desta Casa Legislativa”, disse Josemar.
Reorganização da oposição
O movimento do Psol ocorre no momento em que parte da oposição tenta viabilizar o nome do deputado Vitor Júnior para a presidência da Alerj. Inicialmente, havia uma articulação em torno do deputado Chico Machado (Solidariedade), mas a possível mudança dele para o PL levou a esquerda a rever sua estratégia.
Apesar disso, o Psol não descarta apoiar Vitor Júnior em um eventual acordo mais amplo, embora a prioridade seja consolidar uma candidatura própria.
No contexto das discussões, Renata Souza também defendeu maior participação popular na escolha do governador. “Nós defendemos as eleições diretas porque entendemos que o povo tem que ir às ruas e votar”, afirmou.
Com a definição do partido, o cenário político na Alerj e no estado ganha novos contornos, com diferentes grupos buscando espaço tanto na disputa pelo Executivo quanto no comando do Legislativo.





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