Dirigentes do PSDB já antecipam dificuldades internas caso Ciro Gomes aceite disputar a Presidência da República pela sigla em 2026. O principal ponto de tensão, segundo lideranças partidárias, está na formulação do plano econômico da campanha.
A informação é do Metrópoles. Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que há divergências relevantes entre o pensamento econômico de Ciro e o de economistas tradicionalmente ligados ao PSDB, muitos deles associados à chamada “Casa das Garças”, grupo de orientação mais liberal.
Enquanto os tucanos, nas últimas décadas, têm defendido políticas de redução do papel do Estado e corte de impostos, Ciro se define como nacional-desenvolvimentista e mantém posição contrária a privatizações de estatais estratégicas, como a Petrobras.
Caciques falam em ‘adaptação’
Diante desse cenário, a avaliação interna é de que seria necessária uma “adaptação” do programa econômico para acomodar as diferenças e viabilizar a candidatura.
O convite para que Ciro Gomes dispute o Palácio do Planalto pelo PSDB foi formalizado nesta semana. O ex-governador do Ceará ainda analisa a proposta e considera fatores como a viabilidade eleitoral de seu nome diante de possíveis adversários, como Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
O presidente do partido, Aécio Neves, defendeu publicamente a construção de uma alternativa política fora da polarização atual. Segundo ele, Ciro reúne experiência e capacidade para representar uma “terceira via” no cenário nacional.
A eventual candidatura, no entanto, dependerá não apenas da decisão de Ciro, mas também da capacidade do PSDB de alinhar seu discurso econômico e político em torno de um projeto comum.






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