O diretório do Partido Socialista Brasileiro de Volta Redonda (PSB-VR) divulgou nota nesta quinta-feira (9) manifestando repúdio ao episódio envolvendo a vereadora Gisele Klingler, um dos seus quadros, e o prefeito da cidade, Antônio Francisco Neto.
Segundo a legenda, a parlamentar teria sido alvo de constrangimento e tentativa de silenciamento por parte do chefe do Executivo durante uma reunião realizada na quarta-feira (8). O partido classificou o episódio como possível caso de violência política de gênero.
Partido fala em constrangimento e desrespeito
De acordo com o PSB, a vereadora foi desrespeitada no exercício de suas funções parlamentares e teve sua atuação fiscalizadora cerceada. O comunicado afirma que a conduta do prefeito “fere a dignidade da vereadora e afronta os princípios democráticos e republicanos”, ressaltando que nenhuma autoridade está acima do diálogo e do respeito institucional.
O partido citou ainda a Lei nº 14.192/2021, que estabelece mecanismos para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher. “Esse tipo de prática busca intimidar ou excluir mulheres da vida política, e não pode ser normalizado. A tentativa de silenciar uma vereadora, representante legítima do povo, é um atentado contra a democracia”, diz o texto divulgado pela direção municipal do PSB.
Possíveis irregularidades motivaram tensão
Segundo o partido, a reação do prefeito teria ocorrido após questionamentos feitos por Gisele Klingler sobre supostos contratos de prestação de serviços pagos via RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) a pessoas jurídicas, em valores superiores a R$ 30 mil. O PSB afirmou que o caso “demanda apuração rigorosa e transparência” por parte da administração municipal.
A nota reforça que a atuação da vereadora ocorreu no legítimo exercício de suas prerrogativas de fiscalização e controle do Executivo. “Nenhum agente público pode se utilizar do cargo para intimidar o trabalho parlamentar. A independência entre os poderes é um dos pilares da democracia”, afirmou o partido.
PSB promete acompanhar o caso e prestar apoio à vereadora
O PSB-VR declarou que acompanhará de perto os desdobramentos políticos, administrativos e jurídicos do episódio e que tomará as medidas cabíveis caso seja comprovada a prática de violência política de gênero. “A atuação livre, respeitosa e independente dos representantes eleitos é condição essencial para o fortalecimento da democracia”, afirmou a nota.
O partido reiterou solidariedade à vereadora Gisele Klingler e reafirmou seu compromisso com a defesa da participação das mulheres na política e com uma gestão pública baseada no diálogo, na transparência e na equidade de gênero.






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