Provável chanceler se Lula ganhar, Celso Amorim alerta sobre ação da extrema-direita em toda a América Latina

 Em entrevista à Carta Capital, reproduzida em parte pelo portal Brasil 247, o ex-chanceler Celso Amorim disse que a extrema-direita “não mede meios” e se sente cada vez mais incentivada a recorrer a atos violentos contra adversários políticos. “A extrema-direita sempre foi violenta, mas agora ela é endossada até por pessoas em posição de autoridade,…

 Em entrevista à Carta Capital, reproduzida em parte pelo portal Brasil 247, o ex-chanceler Celso Amorim disse que a extrema-direita “não mede meios” e se sente cada vez mais incentivada a recorrer a atos violentos contra adversários políticos.

“A extrema-direita sempre foi violenta, mas agora ela é endossada até por pessoas em posição de autoridade, pessoas com muita influência”, avalia o ex-chanceler. “Acho que isso legitima atos. Dizem que não sabem se ele [Montiel, autor do atentado] estava com alguém ou isolado, mas sempre é com alguém. Mesmo que ele esteja isolado, ele representa ali um sentimento expresso e legitimado por outras pessoas.”

Ele mencionou importantes vitórias de candidatos progressistas na América Latina, como Gabriel Boric, no Chile, e Gustavo Petro, na Colômbia, dois países que se voltaram para a esquerda após o fracasso da agenda neoliberal. Diante disso, segundo Amorim, o risco é de que a direita, na impossibilidade de chegar ao poder pelo voto, utilize-se de “meios extremos”. O ex-ministro enxerga também na Argentina um movimento de legitimação da violência, inclusive contra Cristina.

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