Procuradores da finada Lava Jato do Rio manobram para evitar julgamento no Conselho Nacional do MP que pode levá-los à demissão

O Conselho Nacional do Ministério Público pautou para esta segunda-feira, 20,  julgamento sobre a abertura de processo administrativo contra os procuradores da finada Lava Jato do Rio por violação do processo legal. A ação disciplinar poderá levar a demissão dos acusados se a recomendação da Corregedoria do MP for acolhida. Há, contudo, dúvidas se o…

O Conselho Nacional do Ministério Público pautou para esta segunda-feira, 20,  julgamento sobre a abertura de processo administrativo contra os procuradores da finada Lava Jato do Rio por violação do processo legal. A ação disciplinar poderá levar a demissão dos acusados se a recomendação da Corregedoria do MP for acolhida. Há, contudo, dúvidas se o conselho efetivamente colocará o caso em análise. Esta é a terceira vez que o processo é pautado. Em duas outras oportunidades, foi adiado sem maiores justificativas.

Segundo fontes do CNMP, os adiamentos decorrem de manobra dos procuradores que tentam ganhar tempo para evitar a abertura do processo administrativo. De acordo ainda com o informante, o objetivo seria esperar o fim do mandado do conselheiro Luciano Maia, considerado legalista e linha dura contra os abusos praticados por membros do MP.

Estão entre os procuradores acusados o Procurador Regional da República, José Augusto Simões Vagos, e o procurador Eduardo Gomes El Hage, responsável pela maior parte das ações contra políticos fluminenses. O cipoal de denúncias que apresentou contra deputados estaduais do Rio foi total ou parcialmente invalidado diante de flagrantes inconsistências.

Os demais procuradores são: Fabiana Keylla Schneider, Marisa Varotto Ferrari, Gabriela de G. A. M. T. Câmara, Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe A. Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista e Tiago Misael de Jesus Martins.

A reclamação disciplinar é do ex-ministro e ex-senador Romero Jucá, do também ex-ministro e ex-senador Edson Lobão, e do filho dele Márcio Lobão. Eles acusam os representantes do MP de violação do processo legal, ao divulgarem fatos sob segredo de justiça.

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