Prevaleceu o combate ao “inimigo comum”, não identificado! Após a dura nota, mas nem tanto, de Barra Torres, Bolsonaro recua: ‘vacinação infantil não vai nos afastar’

Depois de acusar a Anvisa de ter algum interesse escuso na aprovação da vacina contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, e ser cobrado pelo presidente da autarquia, Antonio Barra Torres, a mostrar provas de acusações, o presidente Jair Bolsonaro (PL) amenizou o tom e disse que o tema não é motivo…

Depois de acusar a Anvisa de ter algum interesse escuso na aprovação da vacina contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, e ser cobrado pelo presidente da autarquia, Antonio Barra Torres, a mostrar provas de acusações, o presidente Jair Bolsonaro (PL) amenizou o tom e disse que o tema não é motivo para “intriga” ou “afastamento” entre eles e nem com a população brasileira.

Na carta, o presidente da Anvisa lembrou ao presidente Bolsonaro que eles “têm um inimigo comum a ser vencido”, sem dizer qual seria este inimigo, certamente não a Covid, menosprezada pelo presidente, deixando no ar essa pergunta sem resposta. Barra Torres, como se sabe, participou de protestos antidemocráticos com Bolsonaro, que pediam fechamento do STF e do Congresso.

A fala foi feita em entrevista à Rádio Sarandi 1310 AM, na manhã desta segunda-feira (10/1)

“O Brasil é de todos nós, para quem tomou vacina e quem não tomou. A vacina não é um ponto de intriga e de afastamento entre eu e a população brasileira. Fizemos a nossa parte e isso tá em voga ainda.

Muitas campanhas por aí nesse sentido. Temos agora o problema da vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade, onde já dei minha opinião, né. Eu não vou vacinar minha filha e se você quiser vacinar seu filho, é um direito teu”, disse o mandatário.

Citando um suposto estudo do Rio Grande do Sul, Bolsonaro voltou a colocar em dúvida a eficácia do imunizante e a dizer, sem provas, que os menores de idade não morreram nem morrem em razão do vírus.

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