Exoneração de Rafael Thompson não foi surpresa na Alerj

MARCUS ALENCAR Aposta política do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), para as eleições municipais do próximo ano, Rafael Thompson pediu exoneração da chefia de gabinete, na noite de terça-feira (20/09), em carta encaminhada ao próprio presidente. Nos bastidores, intrigas e articulações teriam levado o então braço-direito de Bacelar a jogar…

MARCUS ALENCAR

Aposta política do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), para as eleições municipais do próximo ano, Rafael Thompson pediu exoneração da chefia de gabinete, na noite de terça-feira (20/09), em carta encaminhada ao próprio presidente. Nos bastidores, intrigas e articulações teriam levado o então braço-direito de Bacelar a jogar a toalha.

Para quem convivia com a dupla mais de perto, porém, sua saída não é exatamente uma surpresa. Por conta de algumas atitudes, Thompson já vinha sofrendo pressão de políticos de Campos – base de Bacellar – e de alguns deputados da Casa, insatisfeitos com a demora na publicação de nomeações de aliados. Não por acaso, Rui Bulhões, que goza de absoluta confiança do presidente, foi nomeado em seu lugar.

A reclamação principal era a de que muitas vezes o ex-chefe de gabinete se portava como se fosse o próprio presidente do Parlamento. Aos poucos, sua permanência foi ficando insustentável. A ponto inclusive de ter sido transferido de gabinete para baixar a temperatura, mas não adiantou. Bacellar não criou obstáculos e aceitou sua exoneração, que foi publicada em Diário Oficial extraordinário, nesta quarta-feira (20/09).

As apostas agora se voltam para sua pré-candidatura a vereador pelo União Brasil, lançada pelo próprio presidente da Alerj. Por hora, ela está mantida. Ninguém acredita que Bacellar irá abandoná-lo à própria sorte.

Com formação em Gestão Pública, Rafael Thompson já atuou no Governo do Rio em gestões anteriores. Foi subsecretário de Planejamento e Gestão, da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, e coordenador na Subsecretaria de Comunicação Social. No governo Cláudio Castro, foi subsecretário de Governo e titular da pasta quando Bacellar deixou o posto para ser candidato a deputado. Também trabalhou nas Prefeituras do Rio e de São Gonçalo.

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