O Governo do Rio vai pagar uma indenização de R$ 517,4 mil ao ex-delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio Alves, que está preso desde 2021. Ele foi condenado por crimes como organização criminosa e obstrução de Justiça. O valor, referente a férias e licenças-prêmio não gozadas, teve o pagamento autorizado em despacho publicado no Diário Oficial da última sexta-feira (19).
A decisão, assinada pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, tem como base um decreto estadual de 2022 que regulamenta a quitação de pendências com ex-servidores. O pedido de indenização foi feito pela defesa de Demétrio em maio deste ano, e a tramitação até a autorização levou pouco mais de quatro meses.
O caso de Demétrio se insere em um contexto mais amplo de quitação de dívidas históricas do estado com a corporação. Na última sexta-feira, a Polícia Civil reconheceu débitos milionários com seus servidores. Na mesma edição do Diário Oficial, por exemplo, uma delegada teve reconhecido o direito a receber R$ 1 milhão, e um inspetor, quase R$ 600 mil, também por benefícios acumulados.
Ex-delegado foi demitido em 2024
Maurício Demétrio está preso preventivamente desde junho de 2021, acusado de chefiar um esquema de extorsão contra comerciantes em Petrópolis, na Região Serrana. Em janeiro de 2024, ele foi condenado em primeira instância por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude processual. No mesmo ano, o governador Cláudio Castro (PL) assinou sua demissão da Polícia Civil.
Mesmo após a condenação e a demissão, o ex-delegado ainda foi indiciado novamente em março deste ano, desta vez pela Corregedoria da polícia, por lavagem de dinheiro ao usar o nome de outro servidor para comprar um notebook.
** Atualização para nota da Polícia Civil
“A publicação no Diário Oficial de sexta-feira (19/09) corresponde a um reconhecimento do direito de pagamento por período trabalhado pelo ex-servidor antes dos fatos que ensejaram sua demissão, que inclui três meses de licença-prêmio, nove meses de férias e três pagamentos de terço constitucional de férias. É importante destacar que ainda não há data definida para que o mesmo seja efetuado. Antes do pagamento, a Polícia Civil enviará um ofício para o juiz responsável pelo processo consultando sobre qualquer impedimento para o depósito“.






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