O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi um dos convidados na noite dessa quinta-feira (21) da confraternização promovida pelo presidente Lula com seus ministros, na Granja do Torto, em Brasília. Até pouco tempo atrás, Campos Neto era um dos principais alvos de críticas de Lula por causa da taxa básico de juros no país.
Os convidados começaram a chegar à Granja do Torto por volta das 19h30, logo após Lula, que deixou o local quatro horas depois.
A Granja do Torto é uma residência oficial que costuma ser usada como casa de campo pelos governantes. Lula, no entanto, não tem feito uso do local com frequência.
Quase todos os ministros do governo compareceram, entre eles o da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a do Planejamento, Simone Tebet (MDB), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e a chefe da Igualdade Racial, Anielle Franco. Também estiveram presentes o advogado-geral da União, Jorge Messias, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede) e o titular da Educação, Camilo Santana (PT).
Também compareceram o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, e o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Uma das poucas ausências no evento foi a do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT). Ele está em Salvador, por conta do nascimento recente de seu filho.
Durante o churrasco, houve a apresentação de um trio feminino de forró pé de serra. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, cantou uma música. Os convidados começaram a deixar o local por volta das 22h30.
O presidente do Banco Central permaneceu cerca de três horas no evento.
O convite para Campos Neto representa uma virada na relação do Palácio do Planalto com o dirigente, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro (PL). Campos Neto foi alvo de sucessivos ataques do próprio Lula pela taxa básica de juros, a Selic, alta ao longo do ano. Lula costumava se referir ao presidente do BC como “cidadão”.
“Esse cidadão, se ele conversa com alguém, não é comigo. Ele deve conversar com quem o indicou. E quem o indicou não fez coisas boas nesse país. A sociedade brasileira vai descobrir com o tempo”, afirmou o presidente.quatto
A relação entre os dois começou a mudar com as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, de realizar quatro cortes sucessivos na taxa de juros, que está agora em 11,75%.
Com informações da Folha de S.Paulo





